quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Festaaaaaaaaa

Todos sabem que adoro festas. Todos sabem que adoro aniversários, casamentos, comunhões e baptizados. Todos sabem que ando sempre à procura do melhor motivo para festejar. E que melhor motivo que o PRIMEIRO aniversário do meu little P.??
Um ano passou desde o dia em que ele nasceu. E um ano passou desde o dia em que saí com ele do Hospital. Não sei se vos disse, mas festejo essa data com semelhante alegria. Só saí do hospital no dia 24 de Novembro ao fim da tarde (o Pedro nasceu no dia 18, às 6:10) e estava tão farta, mas tão farta de lá estar que até chorei no momento em que o pediatra de serviço me disse que o Pedro podia finalmente ir para casa (e eu também...)!
Pois bem, não é isto motivo suficiente para festejar? 
O primeiro aniversário do P. foi fácil de programar. Ele ainda não exige nada. No próximo ano acho que já não vai ser assim. Já estou a imaginar-me a ceder àqueles bolos com o homem aranha, ou com um carro qualquer que tenha nome... Brrrr... Isso vai custar-me horrores! Mas também tenho esperança que ele queira apenas o Mickey ou uns animaizinhos mimosos, ou melhor, um bolo de Lego. Aliás, adivinhem qual vai ser o meu presente de Natal para o Pedro este ano??? Siiiiim. Os seus primeiros LEGO! 😊😊😊😊😊
Mas não vamos sofrer por antecipação. Voltemos ao primeiro aniversário. Eu escolhi o bolo, eu escolhi a roupa dele, eu escolhi o lugar da festa, eu escolhi os convidados, eu escolhi a comidinha boa. Ahhhhhhhhhh. Já vos tinha dito como adoro festas?? Eheheheheheheh
Resumindo e concluindo, foi uma festa para adultos, com as crianças da família. O lugar foi o mesmo do baptizado e que aconselho vivamente. SAOM!!! Vista privilegiada sobre a cidade e pessoas que já fazem parte da família.

Agora? Venha o Natal. Já estou a pensar nos doces que vou fazer pela primeira vez. Vai ser a loucuraaaaaaaaa.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Amizade rima com SAUDADE

Este fim-de-semana foi agitado, divertido, corrido, único, memorável. Fizemos a festa do primeiro aniversário do little P. num espaço maravilhoso (SAOM) e rodeados das pessoas mais importantes da nossa vida.
Como sabem prezo muito a minha família, sempre presente, mas prezo também (e muitoooooooo) os meus amigos. E é sobre isto que quero escrever hoje. A amizade, aquela relação que se cria por algum motivo, que se alimenta, que se mantém. Tenho amigos muito especiais. Sempre prontos e alerta para quando mais preciso deles. E sou uma "expert" na amizade à distância. Tenho amigos espalhados pelo mundo e isso requer da nossa parte mais atenção.
No sábado a minha querida APC teve uma verdadeira aventura entre aeroportos e autocarros desde as 3:30h da manhã para conseguir chegar a tempo da festa do Pedro. Que posso eu dizer sobre isto?? Não há palavras! Não há nada como um abraço tão honesto e tão verdadeiro. É amor!! Amor sentido por mim, pela família que criei, pelo meu filho! 
E depois, com estas amizades todas à distancia chegam as viagens ao aeroporto. Viagens de euforia quando as amigas chegam, viagens feitas no silêncio da tristeza e da saudade quando as amigas partem. Ontem fui levar a APC ao aeroporto. E choro sempre que uma delas vai. Lá ou no caminho ou em casa. São lágrimas de quem sabe que não pode abraçar a qualquer hora. Lágrimas de quem sabe que tem fuso horário a respeitar se quiser pegar no telefone e ligar.
Odeio estas distâncias. E ultimamente estas viagens ao aeroporto são mais frequentes, já que fruto da situação catastrófica do país, a minha querida AM (Belinha para mim) foi obrigada a deixar Portugal, o Porto, os filhos (a mim) e foi viver para Luanda. E ainda no outro dia lá fomos todos (até o little P. a dormir ao colo do pai) dar-lhe um beijo e um xi apertado (daqueles que queremos que durem para sempre, como se apertar mais deixasse a sensação de que vai durar mais...), porque temos saudades.
Às vezes acho que o mundo é pequeno, nesta época de globalização e telecomunicações avançadas. Mas na hora da despedida acho sempre que o mundo é demasiado grande para ter amigas assim tão longe fisicamente umas das outras. Os oceanos são imensos, os continentes gigantes. E tenho tantas saudades vossas...

Amo-vos do fundo do coração e sei que não são continentes ou oceanos que estragam uma amizade, mas há dias assim, em que amizade e saudade se confundem, rimam uma com a outra e deixam um aperto no coração.

Beijooooooooo do tamanho dos oceanos e continentes entre nós, desta vossa amiga para sempre,
Ana ou Isa!!!! 😉

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Muito mais que um Pijama

Hoje é o Dia Nacional do Pijama! E perguntam-me vocês "O que é o Dia Nacional do Pijama??"

Eu respondo! O Dia Nacional do Pijama é um dia educativo e solidário, feito pelas crianças com o objectivo de sensibilizar o país para "o direito de um criança crescer numa família". Mas hoje é uma dia Nacional do Pijama especial. Porquê? Celebram-se também hoje os 25 anos do Dia da Convenção Internacional dos Direitos das Crianças.
Em Portugal existem 8142 "crianças invisíveis", separadas dos seus pais, que vivem em instituições. O objectivo da Missão Pijama é sensibilizar os portugueses para esta causa. Já pensaram como a realidade destas crianças poderia mudar se estivessem em famílias de acolhimento? Já imaginaram como seria diferente a rotina de vestir o pijama e ir dormir? É para isso mesmo que se pretende alertar com esta causa.

Para o P. está a ser um dia muito semelhante a todos os outros. Acabou de fazer um ano e ainda não entende tudo o que está a acontecer à sua volta, mas para mim não! O infantário que o P. frequenta motiva os pais a participarem activamente em todas as actividades das crianças e convidou todos os pais a participarem numa actividade do Dia Nacional do Pijama. O Porto Canal foi fazer uma reportagem. Os pais cantaram e fizeram a coreografia da música que o Pedro Abrunhosa criou para esta causa, estiveram com os filhos até mais tarde no infantário e deixou-me a pensar muito.

Já escrevi isto antes, a propósito da adopção por casais homossexuais. Repito!! É indiscutível que todas as crianças têm direito a crescer numa família. É indiscutível que o Estado tem obrigação de providenciar todos os meios para que tal aconteça. E é sobretudo indiscutível que cabe a cada um de nós estar alerta e alertar para que as crianças possam ter o conforto que uma família proporciona.

Assim, participem. Divulguem. Tomem conhecimento. Falem disso. Quem sabe conseguimos mudar as coisas?

www.mundosdevida.pt
facebookmundosdevida
mundosdevida@mundosdevida.pt



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Último capítulo. Ou talvez não.

E lá fiquei eu, tranquila, a pensar que a epidural estava garantida. Afinal era só esperar até às 5h da manhã. A médica até disse ao meu paciente marido para ir descansar para o cadeirão... E foi... E eu adormeci! Até àquele momento em que comecei a ser "sacudida" por uma espécie de choques eléctricos na barriga. Seriam as contracções? Só podia! Comecei a contar o tempo entre elas, começou a encurtar rapidamente. Já me contorcia de cada vez que chegava mais uma. Chamei a enfermeira e Deus mantinha-se a comer pipocas e a rir. Não aparecia nada no registo de contracções e a enfermeira achou que estava a exagerar. Foi embora... Via os minutos a passarem. Rezava para aguentar até às 5h da manhã, e perto dessa hora disseram-me que tinha que ir para a sala de partos. Foram ligar para o anestesista. E?? Então?? Demora muito? 

Bomba!!! "Ana, o anestesista de serviço só lhe dá epidural às 7h!"
Cara de horror! Pânico! Drama!
Podemos esperar até lá???

Não podia! O parto estava avançado. Tiveram tempo de me preparar e pouco mais. 
Mas acham que o filme acabava assim?? Nem pensar. Durante o parto ainda houve tempo para gargalhadas. Não de Deus, mas de quem me rodeava!
Pois imaginem no meio daquilo tudo, eu exausta, com dores nas costas, com muito sono, a médica a dizer-me para fazer força e puxar para o rapaz sair e a enfermeira com pena de mim disse-me:" D. Ana, tenha calma. Vai conseguir! É o seu primeiro filho??"
Olha agora... Era só o que me faltava! Abri os olhos, respirei fundo e respondi "É o ultimo!"

Ahahahahahahahahahahahahah

Coitada da enfermeira. Tão cuidadosa e só faltava eu bater-lhe.

Depois foi a vez de apanhar um susto. Sempre que abria os olhos via a médica à minha frente. Uma senhora baixa, tranquila, cuidadosa, atenciosa. Mas uma das vezes que abri os olhos vi o meu marido ao lado da médica, mesmo à minha frente, e eu de pernas abertas prestes a parir a nossa cria... Gritei (aliás, quis gritar, mas não tinha forças para gritar, por isso acho que balbuciei) "Que estás aí a fazer?"
Resposta????
"Lamento informar-te que não vais ter um filho careca, como sonhaste. Ele tem bastante cabelo!"

Acham normal? Digam-me a verdade! Acham normal?????? 

Pipocas... Pipocas...

Às 6:08h no meu relógio, 6:10h no relógio da sala de partos (e hora do registo), nasceu o Pedro, com 35 semanas. Eu encostei-me para trás e perguntei "Já está? Acabou? Saiu?" Depois de o examinarem e verificarem que não precisava de ir para a incubadora trouxeram-no para o meu colo e, pensei eu "Já? Tem que ser agora? Não posso dormir só 1 horinha e depois tratar dele?"

Pois não! Esquece lá isso que só voltas a dormir em condições nas reuniões de ciclo! 

O Pedro era tranquilo. Ficou encostado a mim, de olhos bem abertos, mas sem se mexer. E eu cheia de medo que o miúdo tivesse algum problema, porque achava que todos os recém-nascidos choravam muito. Mas não! Era apenas muito melhor do que eu alguma vez sonhara.

E agora perguntem-me "E depois do parto?"
Ora bem, eu respondo-vos. Depois do exacto momento em que o Pedro nasceu cheguei ao paraíso. Acabaram-se as contracções, não tive mais dor rigorosamente nenhuma a partir desse momento. Digamos que a natureza sabe o que faz e que quando corre bem quase podemos correr 10 kms logo depois de parir... Não foi o caso, mas a recuperação física de um parto como o meu é mesmo muito fácil.

Acham que acabou? Não. Tudo começa agora!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Comer pipocas!!

Pois bem, voltamos a Domingo, 17 de Novembro.
Ainda antes de chegarmos ao Big Tasty (ai, meu Deus, porque me fizeste gulosa além de gira???), esqueci-me de um pormenor precioso. Fui internada porque estava já a "perder" líquido amniotico. Qual ironia do destino, eu que vendo medicamentos para a Bexiga Hiperactiva e para quem tem HBP, para quem tem problemas urinários, alguns incontinentes, outros a pingarem aos bocadinhos, senti na pele o que é ter "perdas", felizmente não de urina (oh my God, também não me faltaria mais nada, não?? Deus não se lembrou disso, senão tinha ficado a comer pipocas enquanto ria...). Pois bem, nesse Domingo essas ditas "perdas" intensificaram-se e passei o dia a ser examinada pela médica de urgência, porque a enfermeira de serviço (a abençoada que me deu aquela banhoca boa) passou o dia a chamá-la para me ver. A médica decidiu por fim que podia esperar até segunda-feira. Porquê?? Porque nesse dia a lua mudou e tudo que é grávida da cidade do Porto decidiu parir e a neonatologia também estava a abarrotar... E porque sim! Percebemos quando estamos internados que as explicações também não abundam. Os srs. Drs. acham que não temos capacidade de entender a realidade e por isso têm tendência a omiti-la... Desculpem-me os que não são assim, mas naquele serviço a maior parte é assim... E não podemos esquecer que ainda só estava na semana 35 e o Pedro só devia nascer passadas 5 semanas e não sabíamos se teria que ir para a incubadora, para a neonatologia... Mas pronto, já não nascia Domingo e lá comi eu o meu Big Tasty e a abençoada enfermeira deu-me a injecção de Lovenox na barriguinha (era barrigona, mas não vamos agora falar nisso, que ainda é um assunto que me deixa sensível!), injecção essa que tive que tomar TODOS os dias da minha gravidez! Não! Eu não gosto de agulhas. Eu desmaio sempre que tiro sangue. Sim, eu ODEIO agulhas. E sim, levei uma injecção TODOS os dias da minha gravidez. (Lá está mais uma vez Deus a comer pipocas e a rir às gargalhadas!)
À horinha certa chamaram as visitas para irem embora e lá fiquei com a minha companheira de enfermaria, lágrima no canto do olho, enquanto via os meus a partirem e eu a ficar, deitada, para mais uma noite sozinha, a dormir mal, na ansiedade do que poderia acontecer.

Mas... A médica voltou e disse "Vamos induzir". Não, meus amigos, não vão provocar parto nenhum, porque provocar é uma palavra que nos leva para coisas más, e isto do parto é um favor que nos fazem. Por isso, induzem, ok?
"Vamos induzir? A que propósito? Então não era para esperar até amanhã?"
Era, mas vamos induzir já. Temos vaga na neo e induzimos já!"

What the fuck!!! É agora? Vai ser agora? Mas o meu marido foi embora. E eu estou sozinha. E faltou acrescentar "e acagaçada até à ponta dos cabelos..."

Liguei ao meu marido. Ele estava no shopping a jantar. Janta, janta, que a sobremesa já está a caminho!! E tu põe-te a caminho também! Tudo a caminho!!!

E eu lembrei-me que já não ia sozinha ao wc há uma semana. Coisas taaaaaaaaao simples. Pronto, aqui está a exigência de quem está prestes a parir "quero ir sentar-me numa sanita, faxabor!" E fui! Mas depois disso fui examinada pela Dra. Inês. Examinada pela vigésima vez nesse dia. What the fuck outra vez... Ah e coisa e tal já está com não sei quanto de dilatação e tem já que descer. A sério?? Se eu soubesse tinha ido antes ao wc, o puto tinha nascido antes e eu não tinha ficado tanto tempo deitada... Ahhhhhhh! Apanhei-vos! Brincadeira! Mas passou-me pela cabeça!

E lá arrumei as tralhas (acumulei isto tudo numa semana???) e desci de cadeira de rodas, porque mais uma vez não me deixavam andar. Acho que tinham medo que o catraio me caísse pelas pernas abaixo! Durante a semana, para ir fazer ecografia 2 salas ao lado também me obrigavam a ir sentada numa cadeira de rodas. Foi aí que comecei a achar que os bebés podiam escorregar a qualquer momento pelas pernas abaixo. Não sei para quê tanto drama com os partos. Afinal, damos 20 passos para a esquerda e 20 passos para a direita e eles nascem...

Já tinha cateter, examinada outra vez e... Caiu a bomba!
"- Tomou Lovenox às 19h e só pode fazer epidural às 7h da manhã.
- Desculpe?
- Como tomou Lovenox às 19h, só pode fazer epidural às 7h da manhã.
- Nao se importa de repetir? Acho que não estou a entender..."

Lá repetiram, explicaram e eu recusei a indução. Mais uma vez, não queriam provocar, queriam induzir. Mas eu não queria nem uma coisa nem outra. Sem epidural??? NÃO! Ninguém me tira o puto daqui! E acabou-se!

Ok! Entretanto o meu marido chega. Ponho-o ao corrente e vem outra médica e diz "já pensou que pode na mesma entrar em trabalho de parto e no entretanto a incubadora que está livre pode ser ocupada por outro bebe e corre o risco do seu filho ter que ser transferido para outro hospital??" "Desculpem-me, mas foda-se! Tinhas que vir agora colocar essa dúvida maquiavélica na minha cabeça? Estou cansada, não podia esperar até amanhã de manhã para me dizer essa merda??" Isto era a minha cabeça a pensar. Não se preocupem que não disse isto à médica. Mas era um desabafo mental. Depois disto, também tenho direito a dizer umas asneiras para aliviar o stress!

"Pronto, ponha lá essa coisa a correr. Vamos lá começar a festa sem epidural porque jamais me perdoarei se o meu filho precisar de incubadora e não tiver uma disponível, se o meu filho for transferido e eu ficar aqui. Jamais!" Vantagem?? Estão a ver aquela agulha maravilhosa da epidural?? Não a vi!! Menos uma!

Passado algum tempo, quando ainda tudo estava tranquilo, a médica inicial veio dizer-me que um dos anestesistas me daria epidural às 5h da manhã. (Com isto tudo já devia ser meia noite ou 1h da manhã. Para dizer a verdade, não sei especificar que horas eram porque estava cheia de sono e só me apetecia dormir. Sim! Mesmo durante a dita indução sem epidural só me apetecia dormir e chegava a adormecer entre as contracções quando já as sentia. Espectacular, não é??) Sugestão: diminuir a dosagem de oxitocina para metade para tentar aguentar até às 5h da manhã. Good!! Deus é grande, pensei eu. Mas mais uma vez ele estava a rir e a comer pipocas...


A saga do internamento...

Já vos disse que não podia levantar-me para tomar banho, não já?? 
Pois bem, contem há quantos dias estava eu internada por esta altura o ano passado e pensem como é receber banhinho deitada na cama... Um horror!
Estava tão triste que no dia 16, sábado, me queixei a uma das enfermeiras. Disse-lhe que sonhava com um duche. Com a água a cair-me pela cara abaixo. Com o cabelo molhado... Enfim... Queixei-me. E eis que no dia 17, Domingo, a mesma enfermeira entrou ao serviço às 8h da manhã e veio ter comigo. "Está preparada para um duche?" Eu respondi-lhe "Não brinque comigo que estou muito sensível!!!" Passado algum tempo ela chegou com uma maca própria. Pediu à auxiliar ajuda. Tirou a roupa e "vestiu" literalmente sacos do lixo para se proteger da água. Ajudaram-me a passar para a outra maca e disseram-me para não me levantar. Levaram-me para o wc da enfermaria e abriram o chuveiro!!! Ahhhhhhhhhh, que emoção!!!!! Um duche! É verdade que não pude levantar-me. E tomar um duche deitada não é igual, mas soube tão bem... Tive direito a tudo o que é bom. Massagem capilar, massagem no corpo, na barriguinha, nos pés... Que maravilha!!!
Quando finalmente voltei para a minha cama na enfermaria, liguei ao meu querido marido para ele ir comprar lanche para as enfermeiras e auxiliares... Jamais me esquecerei da atitude daquela enfermeira. Até porque ela marca este meu dia 17 de Novembro. A véspera do grande dia... E acham que isto tem sido uma grande aventura?? Quando escrever sobre o parto, perceberão que o melhor ainda estava para vir!! 
Este dia foi a véspera do nascimento do Pedro e tal como todas as vésperas de acontecimentos marcantes, também tive um jantar muito especial (mal eu sabia que seria a última coisa que comeria antes do Pedro chegar!). A minha querida amiga Anabela decidiu ir visitar-me ao fim da tarde e levou-me um menu Big Tasty, o meu favorito! Comi as batatas, com molho de batatas, pois claro, bebi coca-cola (ao longo da gravidez nunca bebi refrigerantes. Isto devia ter sido visto mesmo como um sinal divino) e deliciei-me com o Tasty carregado de Ketchup. Deviam ter visto a cara da Dra. Inês quando lhe disse qual tinha sido o meu jantar, antes de decidirem provocar o parto. Foi digno de uma cena de filme!!
E chegou a hora de todos irem embora... Até amanhã!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

2 dias depois...

Pois bem! Já tinham passado 2 dias e eu continuava numa enfermaria do Hospital de S. João, deitada, sem poder fazer nada... Não conseguia dormir porque me doía o corpo todo, só me apetecia comer para passar o tempo...
Aiiiiiii meus amigos, dias difíceis estes. E ainda não sabia quanto tempo mais poderia durar o internamento.
Hoje quando "olhei" para trás para me tentar lembrar deste dia há precisamente 1 ano lembrei-me de uma coisa interessante: há 1 ano atrás o sol brilhou todos os dias. Não choveu a semana toda, mas estava um frio próprio de pólo norte. Não, não senti o frio. Na enfermaria estava imenso calor, mas as visitas chegavam sempre cheias de roupa e geladas. Já o sol, esse via logo pelas 7h, quando vinham abrir os estores das janelas... 
A vida num hospital, quando estamos rodeadas de pessoas boas, pode acabar por ser engraçada. Há pessoas que ficam sempre "gravadas" na nossa memória, quer pelas atitudes e gestos, quer pelas palavras em momentos difíceis. E as pessoas brincam umas com as outras, vêm desejar-nos boa noite, vêm perguntar se estamos bem. E não venham dizer que é obrigação. Não é!!! Estas pessoas têm a obrigação de ser profissionais exemplares, mas são mais que isso. São humanos que percebem as fragilidades de quem está internado e melhoram substancialmente os dias que teimam em passar devagar. 
Tudo isto... E eu sempre deitada! Deitada! Deitada! 
Quanto tempo aguentaria eu antes de enlouquecer?

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estado de choque! 1 ano...

Um ano... Há um ano a esta hora estava já na urgência do S. João. Estava grávida de 34 semanas e tive que ficar internada. Ruptura de membrana. O Pedro não devia nascer ainda... Injecções e mais injecções, maturidade pulmonar (ou a falta dela), exames, análises, medicação, e... "Não pode levantar-se!!" E aí começou o drama. Enfermaria de 3 pessoas. (E devo confessar que tive muita sorte. Além de ter 2 companheiras de enfermaria simpáticas, amorosas e atenciosas, fiz uma amiga. E estou certa que o P. e a M. serão amigos...) 
"Mas posso ir à casa de banho, não posso?
- Não!
- E não posso ir tomar banho?
- Não!
- Quanto tempo? Só hoje??????!!!!!!
- Não! Até o seu filho nascer!
- E isso será?...
- Não sabemos, mas esperamos que consiga aguentar-se pelo menos 3 dias!"

O quê??? Deixa-me ver se entendi. Estou grávida de 34 semanas, chorona e gorda. Não posso levantar-me para ir ao wc. Não posso ir tomar banho. E a juntar a tudo isto, terei que sujeitar-me a fazer necessidades e tomar banho na cama, numa enfermaria com mais 2 pessoas??? É isso??? 
Sim! Era isso!!!!!!

E assim foi o meu dia. O primeiro foi apenas de estado de choque. Já os próximos... Bom, os próximos vou contando!!! 

Até amanhã!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

S. Pedro, S. Pedro!

S. Pedro, S. Pedro, o que se passa contigo? Deixas-me confusa. Nao sei o que vestir. Não sei o que calçar. E agora que visto e calço duas pessoas (a mim propria e ao little P.) e ainda preparo a roupa extra para o garoto levar para a escola, as minhas manhãs estão cada vez mais dificeis. Diz-me, S. Pedro, porque mudas tu assim de repente? Que sentimentos e emoções são essas que te levam a enviar-nos o Verão num dia e o Inverno rigoroso no outro? Sabes S. Pedro, podias fazer terapia. Talvez te ajudasse nessas constantes mudanças de humor... Que dizes? Alinhas? Podes tentar fazer terapia de grupo e levar contigo aquelas pessoas que mudam de casa e namorado como quem muda de roupa interior... A Humanidade em geral e eu em particular agradecemos!! Equilibrio, precisa-se!