sábado, 5 de março de 2011

Cosmic Love

Nada é mais frustrante do que amar e não ser amado, querer e ser rejeitado.
E nada é melhor do que amar e ser amado, desejar e ser desejado... Cosmic Love... O que ningém espera que aconteça, mas que intimamente todos desejamos.

Que poderia dizer sobre isso??? NADA! Apenas posso sentir. Porque o inesperado acontece, os dias felizes estão ao virar da esquina e a vida é tão boa... E quando é Cosmic, pela sua raridade, nem sempre acreditamos e corremos o risco de fugir da melhor oportunidade que alguma vez aparecerá. Ou... Olhamos em frente, confiamos e vivemos!!!

Eu decidi viver... Um Cosmic Love! E estou feliz!


Beijos e ron rons lunares,
Borboleta Feliz...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Há dias assim

Há dias assim. Em que as decisões se precipitam. Em que o céu cai sobre nós. Em que as tempestades não páram. Em que estamos inconsoláveis sem que ninguém possa mudar o rumo da nossa depressão.
E depois há dias assim. Em que o sorriso não sai do rosto. Em que os nossos olhos brilham de felicidade. Em que a incerteza do que nos espera é a fonte da adrenalina que nos faz, finalmente, viver, em vez de sobreviver. Em que a simples esperança num futuro feliz é o melhor dos presentes.
Há dias assim. Em que nos cruzamos com pessoas diferentes. Em que nos esperam momentos diferentes.
Há dias assim. Em que nos sentimos importantes. Em que nos sentimos essenciais a alguém. A alguma coisa. E é...
Há dias assim... Felizes!
Beijos e ron rons lunares,
Borboleta

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Arrebatador


Hoje escrevi e apaguei vezes sem conta várias linhas do meu blog. Não sei porquê. Talvez um turbilhão de ideias me passe constantemente pela mente. Talvez um turbilhão de sentimentos me passe sem parar pelo coração. A única coisa que sei é que tenho que escrever. E tenho que escrever porque o que penso e o que sinto neste momento é arrebatador. Até quando escrevo sobre coisas fúteis, escrevo de forma arrebatadora (o que seria da nossa vida sem uma futilidade de vez em quando?). Imaginem então o que acontece quando penso sobre problemas concretos, meus e dos outros. Quando tenho sentimentos reais, meus e dos outros.

Tudo é arrebatador na minha vida. E é óptimo, maravilhoso, fantástico. Como alguém diz "bom demais". Porque o coração bate descompensadamente, as vontades tornam-se imperativas de realizar, os desejos multiplicam-se, os sorrisos acontecem e o tempo parece parar!

E é então que começo a escrever. Ao ritmo a que bate o coração. Ao ritmo a que a música toca. Porque a verdade é que a vida é uma banda sonora incompleta e incerta. Os ritmos alteram-se constantemente, a tristeza e a felicidade transformam-se em letras cujas palavras ganham alma. E só faz sentido quando é arrebatador. Mesmo que seja uma confusão arrebatadora. Porque sei que escrevendo o caminho aparece iluminado. As soluções pesam mais que os problemas. E os turbilhões passam a ser, afinal, uma montanha russa de emoções fortes que ficarão para sempre na memória de quem sente.


Beijinhos e ron rons lunares,
Borboleta

sábado, 8 de janeiro de 2011

"As árvores morrem de pé"

Há dias, num dia de chuva torrencial, li esta frase. Gostei. Mas não reflecti sobre a razão (sabendo eu, porém, que a maior parte dos nossos gostos não tem uma razão sobre a qual reflectir). Hoje, numa das minhas viagens diárias entre Gaia e o Alto Minho, algures na A28, descobri. Eu sou como uma árvore!

Sou alta e forte, tal como uma árvore deve ser. Sou colorida e sorridente no Verão. Sou tristonha e "despida" de alegria no Inverno. Não preciso que me falem. Mas preciso que me façam... Preciso que me reguem para matar a sede de amor e amizade. Preciso que me mimem. Muito!! Preciso que alimentem a minha fome de conhecimento, inteligência e cultura. Preciso que me acarinhem e tratem bem.
E tal como uma árvore, posso e quero ser a sombra confortável de alguém num dia de calor. Quero poder ser uma brisa refrescante. Quero poder ser abrigo. Quero poder ser a estrutura de um ninho... Quero ser capaz de alimentar. E se uma árvore pode alimentar com as suas folhas, as suas flores, os seus frutos, com a madeira numa lareira acesa no Inverno rigoroso, também quero ser capaz de alimentar alguém. Com o meu amor, com a minha amizade, com o meu olhar, com um gesto, com uma gargalhada, com o conforto de uma palavra, com os valores que me farão estar sempre de cabeça erguida.
Os princípios não têm preço (os meus, é claro!). A gratidão sente-se. Quem é bom e nos faz bem fará sempre parte da nossa vida. Aconteça o que acontecer, acompanha-nos! Porque "as árvores morrem de pé" e eu jamais deixarei que aquilo em que acredito tombe. E porque as ervas daninhas desaparecem de vez, também consigo que quem subtrai à minha vida me esqueça e deixe de me puxar. Porque "as árvores morrem de pé" e eu também...

Beijinhos e ron rons lunares,
Borboleta

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ano Novo?

Quero que o ano se "feche" no dia 31. Que a vida faça "stop". Que as mágoas e as tristezas se apaguem. Que as lágrimas sequem. Que as dores desapareçam. Quero começar do "zero" no primeiro dia do ano. Quero fazer "tábua rasa" e nascer dia 1 de Janeiro...
AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Mas não era a mesma coisa, pois não???
Afinal, o que seria feito das minhas memórias, dos meus amores e desamores, da minha felicidade acumulada, das minhas rugas trazidas por tantas emoções vividas, sentidas, pensadas???
Pois bem, cheguei à conclusão que o ANO NOVO é apenas uma data que me permite ter uns dias de descanso, fazer umas arrumações, programar uma festa e... Continuar a sonhar!
Assim, sonho com o Verão. Sonho com a felicidade dos meus amigos e a minha também (será egoísmo?). Sonho com o mar e a areia. Sonho com as gargalhadas do Matias quando olha para mim. Sonho com um dia tranquilo quando um livro é a única companhia. Sonho com viagens infindáveis porque jamais se esgotarão os destinos que quero conhecer. Sonho com massagens nos pés. E nas costas. E nas mãos. Sonho com um dia sem problemas para resolver. Sonho com dias sem telemóvel. Sonho com convívios alegres e saudáveis. Sonho estar rodeada apenas por aqueles que vêem luz quando olham para mim. Sonho com amor e paixão. Sonho contigo, comigo, connosco. Sonho com pipocas fora do cinema. Sonho com farturas numa festa popular. E com festas. Sonho com provas de vinhos. Sonho com uma vida simples, onde aquilo que é mais importante é o bem-estar, a harmonia, o respeito, a gratidão, os sorrisos e a mão que nunca nos larga. Sonho, enfim, ser feliz. E isso acontece todos os dias. Porque existe pôr-do-sol e existe lua todos os dias!
Beijos e ron rons lunares,
Borboleta

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Chega

Chega! Chega de cansaço e de insónias! Chega de hipocrisia! Chega de tristeza! Chega de saudade! Chega de amargura! Chega de insensibilidade e de maldade! Chega de arrogância! Chega de mentira! Chega de não acertar no euromilhões! Chega de solidão! Chega de problemas! Chega de stress e de ansiedade! Chega de angústia! Chega de ingratidão! Chega de discussões! Chega de más companhias e de egoísmo! Chega de esquecimento e de falsidade! Chega de lágrimas para quem não merece sofrimento! Chega do próprio sofrimento! Chega de desculpas para não estar presente! Chega de desculpas para a indiferença! Chega de má música, mau vinho e lugares feios! Chega de ruas sujas! Chega de abandono! Chega de mau gosto e de falta de educação! Chega de pessoas que acham que o dinheiro está acima de tudo! Chega de narizes empinados (incluindo o meu)! Simplesmente CHEGA!!! Sei que é difícil deixar um ponto final acabar com o que é mau, triste, angustiante. Há dias em que parece impossível que a luz apareça, tal é a escuridão.
Mas eis que algo nos faz dizer CHEGA! BASTA!



O quê?


O amor! O amor de um adulto. O amor de uma criança. O amor apaixonado de quem nos quer e deseja. O amor inocente, sincero e transparente de um bebé. O amor de quem nos escolheu para a vida. O amor de quem não nos escolheu, e que ainda assim nos ama... E assim... Surgem os momentos de felicidade que nos fazem sorrir! Aqueles momentos em que sabemos o que queremos, temos noção de que não estamos sozinhos e que tudo é possível! Aquele minuto que eterniza um sorriso e nos enche a alma e o coração!


Apeteceu-me escrever isto... Porquê? Porque sinto, porque sou sensível. Porque amo e sou amada. Porque vivo mais momentos de felicidade do que de infelicidade e, por isso, considero-me uma pessoa feliz. Porque sinto que posso dar. Porque sou agradecida pelo que recebo! Porque todos podem considerar-se felizes. Basta dizer CHEGA!

http://www.youtube.com/watch?v=guMek3_D6ls

Beijos e ron rons lunares (hoje tinha que deixar uma lua cheia...),
Borboleta

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Nas teias da ignorância

Nem sempre as férias nos deixam tempo disponível para fazermos o que mais gostamos. Nem sempre nas férias nos apetece fazer aquilo que fazemos sempre. E eis que se passou mais de um mês desde o último desabafo no meu casulo.
Hoje apetece-me escrever sobre um tema sério (apesar de considerar todos os temas sobre os quais escrevo sérios...), sobre uma conversa que tive nas férias, e que me deixou irritada e estupefacta ao mesmo tempo: PRECONCEITO!!!
Pois bem, estava eu num belo dia de verão na praia, deitada, de olhos fechados, a conversar com uma amiga enquanto sentia o sol a bronzear a minha pele, bem relaxada, quando a conversa enveredou para as orientações sexuais de cada um e para a adopção por casais homossexuais. Ouvi qualquer coisa como "tenho dificuldade em aceitar como possível a adopção de uma criança por parte de um casal homossexual! Nós somos, em parte aquilo que os nossos pais são. E faz falta a figura de uma pai e de uma mãe!"

Abri os olhos, sentei-me na toalha, inspirei e pensei "Isto vai ser lindo! Não me faltava mais nada a meio das minhas férias... Falo? Calo-me?" Obviamente tinha que falar. E logo eu que 1. Não consigo estar calada. 2. Acredito que se todos mudarmos o que conseguirmos no nosso mundo pequeno, o mundo grande poderá vir a tornar-se melhor! E foi assim que começou.


"Vamos por partes: O que é a adopção para ti?" (E, por favor, meus amigos, façam esta pergunta a vocês mesmos. Questionem os vossos amigos. Verão que nem sempre a resposta será a mesma. E seguramente serão surpreendidos com algumas ideias.) Eu não deixei que a minha amiga respondesse. Estava como que hipnotizada. E depois de começar já era impossível parar. "A adopção é uma fonte de uma relação jurídica familiar" (bem me parecia que o curso de direito havia de me servir para alguma coisa, especialmente durante as férias, na praia...) "A adopção permite que se estabeleça um vínculo entre duas pessoas, independentemente dos laços de sangue. Tal pode acontecer por inúmeras razões, mas aquela que mais realça a importância desta figura jurídica, é o facto de existirem crianças institucionalizadas, abandonadas, vítimas de maus tratos, cujas famílias não tinham capacidade (física, financeira, emocional) para lhes conceder uma vida digna, uma vida de criança, afinal. E se assim é, que sentido faz recusar a possibilidade de uma criança ter uma família? A adopção NÃO É o último meio de um casal ter um filho. A adopção não faz sentido se fizermos cruzes num formulário sobre idade ou características físicas de uma criança como se de um jogo de euromilhões se tratasse. A adopção é um meio de uma criança passar a ter um lar. A adopção é a única forma que existe de inúmeras crianças terem uma família, sendo que família é amor, cuidado, atenção, educação, transmissão de valores e princípios, orientação, apoio, ternura, carinho... E, acredites ou não, todas as crianças no mundo precisam da mesma coisa: AMOR. E o amor não se mede pela cor, pela orientação sexual, pela religião, pela cor dos olhos, pela idade. O grande erro é olhar para a adopção com os olhos de um adulto. Porque nenhuma criança é preconceituosa quando nasce, nem quando lhe oferecem amor. A adopção só funcionará enquanto instrumento quando for analisada através dos olhos de uma criança. Incluindo pelos adoptantes. Porque só assim deixarão de ser feitas as cruzes do euromilhões."

Inspirei! Havia ainda tanta coisa que tinha que ser dita...

"E nós somos aquilo que os nossos pais são? Que tipo de preconceito é esse relativamente aos homossexuais? Se fosse como estás a pensar, não haveria nenhuma outra orientação sexual possível, porque todos nascemos de uma relação heterossexual. Achas mais fácil a uma criança viver até aos 18 anos numa instituição (sendo que considero que as crianças estão bem melhor numa instituição do que numa casa onde são negligenciadas e mal tratadas) do que numa casa, onde poderá ter tudo o que merece, só porque os adoptantes têm uma orientação sexual diferente da tua?? Então imagina um cenário. Duas pessoas homossexuais. Um deles ou ambos têm filhos de uma relação heterossexual anterior. Deixa de haver família? Passa um pai ou uma mãe a ser "mau pai" ou "má mãe" apenas porque passa a ter uma orientação sexual diferente? A família existia e continua a existir, não só pelos laços biológicos, mas porque provavelmente os membros dessa família vão continuar a cumprir com as funções sociais que o Estado e todos nós esperamos de uma família equilibrada, tão essencial a uma sociedade organizada. E se assim é, qual é afinal o problema de uma adopção por parte de um casal homossexual? Nós esperamos que as instituições protejam as crianças. Não só enquanto estão institucionalizadas, como quando são entregues a uma família. Os adoptantes devem dar provas da capacidade de "ter um filho", antes, durante e depois da adopção. E, se tal acontecer, vamos ter crianças felizes hoje. Adultos equilibrados amanhã. Os fracassos e os sucessos pessoais acontecem independentemente da orientação sexual das pessoas. E, o fim não acontece com a adopção. A adopção é apenas o início!!"

Uff... Isto não está fácil...

"E é certo que me faltaria a figura da minha mãe e a figura do meu pai. Porque tive um pai e uma mãe fabulosos que fizeram de mim uma criança feliz e me abriram o caminho para o que sou hoje. Mas será que uma criança abandonada ou maltratada tem necessidade dessa mãe ou desse pai???"

Amigos do meu casulo, assim passei uma tarde na praia. Não, não tenho as respostas para tudo, mas pelo menos questiono. Os outros, as instituições, a mim mesma. Sem tabus, nem preconceitos. Na vida existem sempre vários caminhos. Nem sempre conseguimos ver todas as possibilidades. Neste caso, há caminhos vedados pelo preconceito, familiar, educacional ou religioso. Sempre ignorante...

Beijos e ron rons lunares,
Borboleta