O Loubie partiu. Deixou-nos memórias extraordinárias.
Não colocamos de parte a hipótese de voltar a adoptar, Mas, até hoje, sentimo-nos demasiados tristes para isso. Sempre que passamos por um Labrador ficamos a olhar um para o outro, com um aperto no peito, sentindo a mesma coisa, impossibilitados pelo nó na garganta de verbalizar o que sentimos, porque sabemos que se falarmos eu vou chorar... O Loubie era especial. Assim como um sonho. Mas isso vocês já sabem. Já vos disse vezes sem conta. Estamos a fazer o luto, mas está a ser um luto difícil e demorado...
Há uma semana o Pedro foi connosco a casa de uns amigos. Em casa desses amigos há cães, gatos, papagaios, aquários com peixes. O Pedro chegou-se imediatamente aos cães e fez-lhes festas, porque sabe que é assim que deve ser, "falou" com os papagaios, andou atrás dos gatos. No fim-de-semana ficou em casa dos padrinhos, que têm um cão. E o Pedro faz-lhe festas, senta-se ao lado dele, "ralha" com ele e aponta para o ninho quando pensa que fez asneiras, acha graça.
Depois disto, finalmente conseguimos voltar a conversar sobre adoptar outro cão. Não queremos privar a infância do Pedro deste contacto extraordinário que ele estabelece de forma imediata com os animais. Ele adora! Não tem medo! E a nossa decisão é por ele!
Vamos adoptar outro cão! Quando? Não sabemos! A experiência diz-me que o cão certo vai aparecer no nosso caminho e, quando tal acontecer, como por magia, nós vamos saber. Sei também que vamos ser adoptados por ele/ela. Porque nesta "coisa" de criar laços, não nos impomos, não exigimos, não mandamos. O amor acontece! Venha o futuro, com saudades do passado, é certo, mas muito conscientes do nosso papel na vida de um animal!






