segunda-feira, 28 de março de 2011

A desilusão da queda

A queda é tanto maior quanto mais alto se subir. E há aqueles que vivem em cima de pedestais. Aqueles que vivem de expedientes, à espera que os outros se mantenham por perto, com rodeios, com festas, com cuidados...

Mas a queda é tanto maior quanto mais alto se subir... E aqueles que vivem com os pés no chão cansam-se, fartam-se, irritam-se e, finalmente desistem.


Ao longo da minha vida já desisti algumas vezes. Porque caí outras tantas e aprendi que o pedestal não é um lugar seguro. Desci à terra, mas não olho mais para quem se encontra e mantém em pedestais. Desisti porque me cansei.


Sei que sou demasiado exigente com os outros, mas sinto que posso ser. Porque estou sempre pronta a amparar as quedas dos outros. Mas os meus músculos cederam e não estou mais disponível para isso. Decidi olhar para o meu lindo umbigo. E agora vou preparar-me para me levantar sempre que cair. Em vez que estar a olhar para cima, preparada para segurar alguém que caia. Até porque nem todos merecem...


Beijos e ron rons lunares desiludidos,

Borboleta

segunda-feira, 21 de março de 2011

Alma Gémea

Passamos a vida a ouvir falar de almas gémeas. Aquelas pessoas que se encontram por acaso e que "são feitas uma para a outra"... Aquela "lenga-lenga" na qual acreditamos enquanto somos adolescentes românticos e na qual deixamos de acreditar mal damos conta da realidade brutal que é relacionarmo-nos com alguém.
As histórias de encantar terminam. As princesas e os princípes não vivem felizes para sempre. E afinal não existem almas gémeas!
Ou não... :)
Nos pequenos pormenores encontramos a nossa Alma Gémea. Naqueles pormenores que são defeitos para todos e qualidades apenas para um. E descobrimos que afinal os contos de fadas podem viver-se. E sentimos que afinal podemos ser felizes para sempre... A dois...
Beijos e ron rons lunares,
Borboleta

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ingratidão...

Que dizer quando apanhamos uma "bofetada" de quem menos esperamos, de quem mais amamos, de quem mais queremos na nossa vida?
Pois logo eu, que tenho o coração colado à boca, logo eu que não tenho "papas na língua", logo eu que sou directa e transparente, fico sem palavras com tanta ingratidão...
A tristeza apoderou-se do meu coração, mas decidi que devo pensar em mim em primeiro lugar. Por isso, ingratidão, desaparece! Vai embora e deixa-me em paz. Porque eu quero e vou ser feliz e nada me vai deter... Só para que saibas! E quando tiveres dúvidas, inveja e raiva, olha para o meu sorriso. Talvez o teu coração se torne mais macio e tu própria venhas a ser mais feliz...
Beijos e ron rons lunares,
Borboleta

sábado, 5 de março de 2011

Cosmic Love

Nada é mais frustrante do que amar e não ser amado, querer e ser rejeitado.
E nada é melhor do que amar e ser amado, desejar e ser desejado... Cosmic Love... O que ningém espera que aconteça, mas que intimamente todos desejamos.

Que poderia dizer sobre isso??? NADA! Apenas posso sentir. Porque o inesperado acontece, os dias felizes estão ao virar da esquina e a vida é tão boa... E quando é Cosmic, pela sua raridade, nem sempre acreditamos e corremos o risco de fugir da melhor oportunidade que alguma vez aparecerá. Ou... Olhamos em frente, confiamos e vivemos!!!

Eu decidi viver... Um Cosmic Love! E estou feliz!


Beijos e ron rons lunares,
Borboleta Feliz...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Há dias assim

Há dias assim. Em que as decisões se precipitam. Em que o céu cai sobre nós. Em que as tempestades não páram. Em que estamos inconsoláveis sem que ninguém possa mudar o rumo da nossa depressão.
E depois há dias assim. Em que o sorriso não sai do rosto. Em que os nossos olhos brilham de felicidade. Em que a incerteza do que nos espera é a fonte da adrenalina que nos faz, finalmente, viver, em vez de sobreviver. Em que a simples esperança num futuro feliz é o melhor dos presentes.
Há dias assim. Em que nos cruzamos com pessoas diferentes. Em que nos esperam momentos diferentes.
Há dias assim. Em que nos sentimos importantes. Em que nos sentimos essenciais a alguém. A alguma coisa. E é...
Há dias assim... Felizes!
Beijos e ron rons lunares,
Borboleta

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Arrebatador


Hoje escrevi e apaguei vezes sem conta várias linhas do meu blog. Não sei porquê. Talvez um turbilhão de ideias me passe constantemente pela mente. Talvez um turbilhão de sentimentos me passe sem parar pelo coração. A única coisa que sei é que tenho que escrever. E tenho que escrever porque o que penso e o que sinto neste momento é arrebatador. Até quando escrevo sobre coisas fúteis, escrevo de forma arrebatadora (o que seria da nossa vida sem uma futilidade de vez em quando?). Imaginem então o que acontece quando penso sobre problemas concretos, meus e dos outros. Quando tenho sentimentos reais, meus e dos outros.

Tudo é arrebatador na minha vida. E é óptimo, maravilhoso, fantástico. Como alguém diz "bom demais". Porque o coração bate descompensadamente, as vontades tornam-se imperativas de realizar, os desejos multiplicam-se, os sorrisos acontecem e o tempo parece parar!

E é então que começo a escrever. Ao ritmo a que bate o coração. Ao ritmo a que a música toca. Porque a verdade é que a vida é uma banda sonora incompleta e incerta. Os ritmos alteram-se constantemente, a tristeza e a felicidade transformam-se em letras cujas palavras ganham alma. E só faz sentido quando é arrebatador. Mesmo que seja uma confusão arrebatadora. Porque sei que escrevendo o caminho aparece iluminado. As soluções pesam mais que os problemas. E os turbilhões passam a ser, afinal, uma montanha russa de emoções fortes que ficarão para sempre na memória de quem sente.


Beijinhos e ron rons lunares,
Borboleta

sábado, 8 de janeiro de 2011

"As árvores morrem de pé"

Há dias, num dia de chuva torrencial, li esta frase. Gostei. Mas não reflecti sobre a razão (sabendo eu, porém, que a maior parte dos nossos gostos não tem uma razão sobre a qual reflectir). Hoje, numa das minhas viagens diárias entre Gaia e o Alto Minho, algures na A28, descobri. Eu sou como uma árvore!

Sou alta e forte, tal como uma árvore deve ser. Sou colorida e sorridente no Verão. Sou tristonha e "despida" de alegria no Inverno. Não preciso que me falem. Mas preciso que me façam... Preciso que me reguem para matar a sede de amor e amizade. Preciso que me mimem. Muito!! Preciso que alimentem a minha fome de conhecimento, inteligência e cultura. Preciso que me acarinhem e tratem bem.
E tal como uma árvore, posso e quero ser a sombra confortável de alguém num dia de calor. Quero poder ser uma brisa refrescante. Quero poder ser abrigo. Quero poder ser a estrutura de um ninho... Quero ser capaz de alimentar. E se uma árvore pode alimentar com as suas folhas, as suas flores, os seus frutos, com a madeira numa lareira acesa no Inverno rigoroso, também quero ser capaz de alimentar alguém. Com o meu amor, com a minha amizade, com o meu olhar, com um gesto, com uma gargalhada, com o conforto de uma palavra, com os valores que me farão estar sempre de cabeça erguida.
Os princípios não têm preço (os meus, é claro!). A gratidão sente-se. Quem é bom e nos faz bem fará sempre parte da nossa vida. Aconteça o que acontecer, acompanha-nos! Porque "as árvores morrem de pé" e eu jamais deixarei que aquilo em que acredito tombe. E porque as ervas daninhas desaparecem de vez, também consigo que quem subtrai à minha vida me esqueça e deixe de me puxar. Porque "as árvores morrem de pé" e eu também...

Beijinhos e ron rons lunares,
Borboleta