quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ano Novo?

Quero que o ano se "feche" no dia 31. Que a vida faça "stop". Que as mágoas e as tristezas se apaguem. Que as lágrimas sequem. Que as dores desapareçam. Quero começar do "zero" no primeiro dia do ano. Quero fazer "tábua rasa" e nascer dia 1 de Janeiro...
AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Mas não era a mesma coisa, pois não???
Afinal, o que seria feito das minhas memórias, dos meus amores e desamores, da minha felicidade acumulada, das minhas rugas trazidas por tantas emoções vividas, sentidas, pensadas???
Pois bem, cheguei à conclusão que o ANO NOVO é apenas uma data que me permite ter uns dias de descanso, fazer umas arrumações, programar uma festa e... Continuar a sonhar!
Assim, sonho com o Verão. Sonho com a felicidade dos meus amigos e a minha também (será egoísmo?). Sonho com o mar e a areia. Sonho com as gargalhadas do Matias quando olha para mim. Sonho com um dia tranquilo quando um livro é a única companhia. Sonho com viagens infindáveis porque jamais se esgotarão os destinos que quero conhecer. Sonho com massagens nos pés. E nas costas. E nas mãos. Sonho com um dia sem problemas para resolver. Sonho com dias sem telemóvel. Sonho com convívios alegres e saudáveis. Sonho estar rodeada apenas por aqueles que vêem luz quando olham para mim. Sonho com amor e paixão. Sonho contigo, comigo, connosco. Sonho com pipocas fora do cinema. Sonho com farturas numa festa popular. E com festas. Sonho com provas de vinhos. Sonho com uma vida simples, onde aquilo que é mais importante é o bem-estar, a harmonia, o respeito, a gratidão, os sorrisos e a mão que nunca nos larga. Sonho, enfim, ser feliz. E isso acontece todos os dias. Porque existe pôr-do-sol e existe lua todos os dias!
Beijos e ron rons lunares,
Borboleta

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Chega

Chega! Chega de cansaço e de insónias! Chega de hipocrisia! Chega de tristeza! Chega de saudade! Chega de amargura! Chega de insensibilidade e de maldade! Chega de arrogância! Chega de mentira! Chega de não acertar no euromilhões! Chega de solidão! Chega de problemas! Chega de stress e de ansiedade! Chega de angústia! Chega de ingratidão! Chega de discussões! Chega de más companhias e de egoísmo! Chega de esquecimento e de falsidade! Chega de lágrimas para quem não merece sofrimento! Chega do próprio sofrimento! Chega de desculpas para não estar presente! Chega de desculpas para a indiferença! Chega de má música, mau vinho e lugares feios! Chega de ruas sujas! Chega de abandono! Chega de mau gosto e de falta de educação! Chega de pessoas que acham que o dinheiro está acima de tudo! Chega de narizes empinados (incluindo o meu)! Simplesmente CHEGA!!! Sei que é difícil deixar um ponto final acabar com o que é mau, triste, angustiante. Há dias em que parece impossível que a luz apareça, tal é a escuridão.
Mas eis que algo nos faz dizer CHEGA! BASTA!



O quê?


O amor! O amor de um adulto. O amor de uma criança. O amor apaixonado de quem nos quer e deseja. O amor inocente, sincero e transparente de um bebé. O amor de quem nos escolheu para a vida. O amor de quem não nos escolheu, e que ainda assim nos ama... E assim... Surgem os momentos de felicidade que nos fazem sorrir! Aqueles momentos em que sabemos o que queremos, temos noção de que não estamos sozinhos e que tudo é possível! Aquele minuto que eterniza um sorriso e nos enche a alma e o coração!


Apeteceu-me escrever isto... Porquê? Porque sinto, porque sou sensível. Porque amo e sou amada. Porque vivo mais momentos de felicidade do que de infelicidade e, por isso, considero-me uma pessoa feliz. Porque sinto que posso dar. Porque sou agradecida pelo que recebo! Porque todos podem considerar-se felizes. Basta dizer CHEGA!

http://www.youtube.com/watch?v=guMek3_D6ls

Beijos e ron rons lunares (hoje tinha que deixar uma lua cheia...),
Borboleta

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Nas teias da ignorância

Nem sempre as férias nos deixam tempo disponível para fazermos o que mais gostamos. Nem sempre nas férias nos apetece fazer aquilo que fazemos sempre. E eis que se passou mais de um mês desde o último desabafo no meu casulo.
Hoje apetece-me escrever sobre um tema sério (apesar de considerar todos os temas sobre os quais escrevo sérios...), sobre uma conversa que tive nas férias, e que me deixou irritada e estupefacta ao mesmo tempo: PRECONCEITO!!!
Pois bem, estava eu num belo dia de verão na praia, deitada, de olhos fechados, a conversar com uma amiga enquanto sentia o sol a bronzear a minha pele, bem relaxada, quando a conversa enveredou para as orientações sexuais de cada um e para a adopção por casais homossexuais. Ouvi qualquer coisa como "tenho dificuldade em aceitar como possível a adopção de uma criança por parte de um casal homossexual! Nós somos, em parte aquilo que os nossos pais são. E faz falta a figura de uma pai e de uma mãe!"

Abri os olhos, sentei-me na toalha, inspirei e pensei "Isto vai ser lindo! Não me faltava mais nada a meio das minhas férias... Falo? Calo-me?" Obviamente tinha que falar. E logo eu que 1. Não consigo estar calada. 2. Acredito que se todos mudarmos o que conseguirmos no nosso mundo pequeno, o mundo grande poderá vir a tornar-se melhor! E foi assim que começou.


"Vamos por partes: O que é a adopção para ti?" (E, por favor, meus amigos, façam esta pergunta a vocês mesmos. Questionem os vossos amigos. Verão que nem sempre a resposta será a mesma. E seguramente serão surpreendidos com algumas ideias.) Eu não deixei que a minha amiga respondesse. Estava como que hipnotizada. E depois de começar já era impossível parar. "A adopção é uma fonte de uma relação jurídica familiar" (bem me parecia que o curso de direito havia de me servir para alguma coisa, especialmente durante as férias, na praia...) "A adopção permite que se estabeleça um vínculo entre duas pessoas, independentemente dos laços de sangue. Tal pode acontecer por inúmeras razões, mas aquela que mais realça a importância desta figura jurídica, é o facto de existirem crianças institucionalizadas, abandonadas, vítimas de maus tratos, cujas famílias não tinham capacidade (física, financeira, emocional) para lhes conceder uma vida digna, uma vida de criança, afinal. E se assim é, que sentido faz recusar a possibilidade de uma criança ter uma família? A adopção NÃO É o último meio de um casal ter um filho. A adopção não faz sentido se fizermos cruzes num formulário sobre idade ou características físicas de uma criança como se de um jogo de euromilhões se tratasse. A adopção é um meio de uma criança passar a ter um lar. A adopção é a única forma que existe de inúmeras crianças terem uma família, sendo que família é amor, cuidado, atenção, educação, transmissão de valores e princípios, orientação, apoio, ternura, carinho... E, acredites ou não, todas as crianças no mundo precisam da mesma coisa: AMOR. E o amor não se mede pela cor, pela orientação sexual, pela religião, pela cor dos olhos, pela idade. O grande erro é olhar para a adopção com os olhos de um adulto. Porque nenhuma criança é preconceituosa quando nasce, nem quando lhe oferecem amor. A adopção só funcionará enquanto instrumento quando for analisada através dos olhos de uma criança. Incluindo pelos adoptantes. Porque só assim deixarão de ser feitas as cruzes do euromilhões."

Inspirei! Havia ainda tanta coisa que tinha que ser dita...

"E nós somos aquilo que os nossos pais são? Que tipo de preconceito é esse relativamente aos homossexuais? Se fosse como estás a pensar, não haveria nenhuma outra orientação sexual possível, porque todos nascemos de uma relação heterossexual. Achas mais fácil a uma criança viver até aos 18 anos numa instituição (sendo que considero que as crianças estão bem melhor numa instituição do que numa casa onde são negligenciadas e mal tratadas) do que numa casa, onde poderá ter tudo o que merece, só porque os adoptantes têm uma orientação sexual diferente da tua?? Então imagina um cenário. Duas pessoas homossexuais. Um deles ou ambos têm filhos de uma relação heterossexual anterior. Deixa de haver família? Passa um pai ou uma mãe a ser "mau pai" ou "má mãe" apenas porque passa a ter uma orientação sexual diferente? A família existia e continua a existir, não só pelos laços biológicos, mas porque provavelmente os membros dessa família vão continuar a cumprir com as funções sociais que o Estado e todos nós esperamos de uma família equilibrada, tão essencial a uma sociedade organizada. E se assim é, qual é afinal o problema de uma adopção por parte de um casal homossexual? Nós esperamos que as instituições protejam as crianças. Não só enquanto estão institucionalizadas, como quando são entregues a uma família. Os adoptantes devem dar provas da capacidade de "ter um filho", antes, durante e depois da adopção. E, se tal acontecer, vamos ter crianças felizes hoje. Adultos equilibrados amanhã. Os fracassos e os sucessos pessoais acontecem independentemente da orientação sexual das pessoas. E, o fim não acontece com a adopção. A adopção é apenas o início!!"

Uff... Isto não está fácil...

"E é certo que me faltaria a figura da minha mãe e a figura do meu pai. Porque tive um pai e uma mãe fabulosos que fizeram de mim uma criança feliz e me abriram o caminho para o que sou hoje. Mas será que uma criança abandonada ou maltratada tem necessidade dessa mãe ou desse pai???"

Amigos do meu casulo, assim passei uma tarde na praia. Não, não tenho as respostas para tudo, mas pelo menos questiono. Os outros, as instituições, a mim mesma. Sem tabus, nem preconceitos. Na vida existem sempre vários caminhos. Nem sempre conseguimos ver todas as possibilidades. Neste caso, há caminhos vedados pelo preconceito, familiar, educacional ou religioso. Sempre ignorante...

Beijos e ron rons lunares,
Borboleta

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tradições? Superstições?


Na última passagem de ano, fazendo jus a uma tradição (ou será superstição??) brasileira, que se alastrou a Portugal (e não é a única...) vesti uma lingerie da cor do desejo que predominava na minha cabeça para 2010. Além disso, há uma semana a minha pulseira dos desejos de S. Salvador da Bahia também rebentou (depois de 2 anos e 8 meses... Uff! Estava a ver que não acontecia!). E agora?? Ficarei eu à espera que o desejo da lingerie se realize? Ficarei eu à espera que os desejos da pulseira, que entretanto atirei ao mar na sétima onda, se realizem também???

É caso para dizer SIIIIIIIIIIIIIIM!!! E, amigos do meu casulo, é caso para dizer também que já estão a realizar-se!! Nos primeiros 6 meses deste ano a minha vida deu voltas e mais voltas, deixou-me tonta muitas vezes, mas finalmente o universo, a lingerie, o S. Salvador da Bahia, ou seja lá quem for, lembrou-se de mostrar-me um caminho magnífico e feliz! Não é um caminho fácil, mas é perante as dificuldades que nos fortalecemos e criamos laços que jamais deixarão de existir!!!

Por isso, aconselho vivamente as pulseiras, a lingerie colorida e, principalmente a crença. Porque eu sempre acreditei que tudo na minha vida seria bom e... Consegui!!! E não se esqueçam, nós conseguimos tudo, se quisermos! Palavra de Borboleta!!! :)

Beijos e ron rons lunares!

Nota: A magnífica fotografia das pulseiras de S. Salvador da Bahia foi retirada da net. Qualquer violação de direitos de imagem é totalmente involuntária pelo que a situação será imediatamente corrigida mediante solicitação. Obrigada ao fotógrafo!!!

domingo, 13 de junho de 2010

Invisível ou talvez não

Sexta-feira. Jantar cá em casa. Convidados: irmã, cunhado e Matias (como é óbvio), um primo inteligente e perspicaz (características bem presentes na família Matos...) e a sua namorada, uma cidadã polaca que fala melhor português que muitos portugueses que eu conheço. Sim, com sotaque, mas gramaticalmente perfeito.
E eis que eu disse "acho que hoje vou beber mais que o habitual. Pode ser que consiga dormir. Afinal de contas, quase não dormir há 3 semanas está a acabar comigo!"
E o meu querido primo perguntou "Prima, e porque não dormes há 3 semanas?"
Eu apenas sorri, mas é claro que a minha querida maninha, fez uma pergunta bem pertinente e algo irónica "O que achas que consegue tirar o sono a uma mulher?"
Senti o olhar azul transparente directo do meu primo nos meus olhos. E pude constatar a inteligência e a perspicácia dele, mais uma vez, porque a resposta foi "Um retrato bem feito!!"

E é verdade!! Não, não é o retrato em si, mas o gesto de quem me ofereceu. Porque as coisas mais simples conseguem tocar o coração até daqueles que são menos sensíveis (não que eu me considere insensível, mas...). Uma flor ou um ramo. Um retrato ou uma fotografia. Uma mensagem ou um telefonema. Uma palavra ou um discurso. Um plano para amanhã ou um sonho para a vida. Enfim, e isto é o que se vê. Porque eu acredito que "o essencial é invisível aos olhos" e sim, estou feliz pelo que é invisível!!!

Beijos e ron rons lunares da borboleta colorida :)

domingo, 30 de maio de 2010

A Bela e o Monstro

Num mundo em que a aparência é valorizada desde cedo, em que o aspecto físico parece ser o mais importante em todas as vertentes das nossas vidas (profissional, emocional, familiar...), alguém me recordou a história "A Bela e o Monstro". Foi então que comecei a pensar sobre a possibilidade de duas pessoas se apaixonarem perdidamente sem a componente física. Como será que o processo a que vulgarmente chamamos "química" funciona quando uma é menos bonita, quando as pessoas não se conhecem fisicamente, quando o sexo é ainda um pormenor não concretizado???
É verdade que é difícil ver além dos olhos bonitos, dos lábios desenhados, do corpo musculado, das mãos perfeitas, da roupa que gostamos. Ainda assim, deixem-me que vos diga que VALE A PENA fazer um RX completo às pessoas.

Há pessoas muito bonitas por fora que eu não gostaria de ter na minha vida. E há pessoas em quem não consigo ver mais que a beleza fabulosa que expressam através da amizade ou do amor que nutrem por mim... E essas são lindas!

Gosto da história "A Bela e o Monstro". A história que mostra de forma abrangente que não interessa a beleza exterior, não interessa a classe social, não interessa o dinheiro, o carro ou a roupa que trazemos vestida. Gosto desta história porque me recorda diariamente uma frase que me disseram há mais de 2 anos numa fase de transição na minha vida: "Amar não é olhar nos olhos um do outro. Amar é olharem os dois na mesma direcção". Gosto desta história porque me fez voltar a sonhar...

Beijos e ron rons lunares da borboleta que quer ser a Bela para um grandioso Monstro... :)


Because Love always find a way...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A estrela lunar e a borboleta

Meus amigos,

Não resisto e vou publicar aqui um poema que me foi oferecido hoje, à meia-noite, por um amigo, escrito num livro que relata o ano de 1969 (lembram-se em que ano o homem foi à lua?). Cá vai "A estrela lunar e a borboleta" com um beijinho para ti, Zé Luís:

Um dia uma borboleta
Para a Lua voava,
Atropelou um cometa...
Que por ela passava.

Desculpou-se pelo sucedido
Continuando o seu caminho
Sempre no mesmo sentido,
Mas voando devagarinho.
Porque foi paciente,
O seu sonho concretizou,
Quando leve e docemente
Numa cratera alunou.

Era dia de seu aniversário.
Faltando-lhe a gravidade
Voou e dançou ao contrário
Ficando tonta de saudade.

Ao voltar, a prendada Tia
Apanhou uma estrela lunar
Para ao Matias dar alegria
Pendurou-a no seu lar.

A luz estrelar e a sua conjugada
São fontes da felicidade,
Será linda e iluminada
Sempre, até à eternidade.

Parabéns, um beijo Zé Luís :)