segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Casamentos #1

Chega o Verão e eles chegam também. É vestidos justos. É vestidos esvoaçantes. É fogo de artifício. É animação. É comer pelos 6 meses de dieta. É beber até cair para o lado. É dinheiro em flores, DJ, convites, lembranças, fotógrafo, babysitter e tudo e tudo e tudo. É a época dos casamentos!
Este fim-de-semana foi uma loucura. Primeiro tivemos o casamento da Beatrice Borromeo e do Pierre Casiraghi, dia 1 de Agosto. Qual conto de fadas, numa das ilhas da família da noiva, em pleno Lago Maggiore. Uma semana antes já tinha havido o casamento civil. Mais uma vez, qual conto de fadas, em pleno Palácio no Mónaco... Neste casamento temos glamour, elegância, sofisticação. A noiva esteve sempre perfeita, ora escolhendo Valentino, ora escolhendo Armani (quem não ficaria perfeita??).

Já no dia 2 de Agosto, Domingo, a festa "bateu-nos" à porta, em plena cidade do Porto. Como todos sabem, o empresário do mundo do futebol Jorge Mendes celebrou o casamento religioso e o baptizado do seu filho mais novo, na Igreja de S. João Baptista, na Foz, e depois fez a festa em Serralves. Consta-se que foram gastos 500 mil Euros. E chega até nós uma onda de escândalo por isso. Mas, desculpem lá. Porque se sentem ofendidos porque o Jorge Mendes gasta 500 mil Euros no seu casamento. Porquê? O dinheiro é vosso? Vem dos vossos impostos? Vem da Segurança Social falida que sempre pagaram? Não, pois não? Então xiuuuuuuu! Deixem lá as pessoas fazerem a festa que lhes apetece. Cada um gasta o dinheiro como quer e ninguém tem nada a ver com isso. Ok??
Aliás, a festa deve ter sido o máximo. Num lugar mágico, como Serralves, com tudo organizado ao pormenor. Os convidados eram galácticos. Mas isso até os meus eram, porque eram as pessoas de quem eu gosto e com quem queria estar. O pessoal estava todo muito incomodado porque as ruas foram cortadas, havia perímetro de segurança e porque o Ronaldo "nem se deu ao trabalho de olhar para as pessoas" (sim, eu ouvi isto)! Valha-nos Deus. Então iamos agora nós para a porta da Igreja atirar arroz aos noivos? Ou gritar "Viva os noivos"? Sim! Claro! Esse era mesmo o sonho do Jorge e da Sandra (vou tratá-los assim, como se fossem íntimos...). E agora imaginem que o CR até se dava ao trabalho de ir dar um autógrafo ou tirar uma fotografia? Pois. Nós sabemos que nunca mais o desgracado ía conseguir chegar à festa. 
Meus queridos, este evento era privado. E por muita curiosidade que suscite (eu estou roída), e por muitas figuras públicas que estejam presentes, é um evento privado!

 
Acho que podemos ficar felizes porque a taxa de ocupação hoteleira na cidade aumentou graças ao casamento (e devem ter sido só hoteis de 5*), porque o evento deu visibilidade a um lugar magnífico como Serralves, e porque a segurança que foi feita, ao que tudo indica, foi paga. Por isso não saiu dos nossos bolsos. Yupiiiiiii! Além disso, os noivos pediram para que os presentes de casamento tradicionais fossem substituídos por donativos a três instituições. Vamos lá bater palmas aos noivos. Eles não precisam de nada. Facto! Mas podiam ser avarentos ou simplesmente podiam não pensar nisso. Mas pensaram! Escolheram as instituições e com esse gesto poderão fazer a diferença (até porque acho que neste casamento não deve haver prendas de 200€... Digo eu...). Acho muito nobre. E, já agora, quem criticou seja nobre também e meta-se na sua vidinha! 

Já não tenho palavras #Génios

Agora mesmo, quando peguei no meu telefone para partilhar fotografias dos casamentos do passado fim-de-semana, vi que tinha um mail do infantário do little P. Abri. Era a partilha de um vídeo das semanas de praia que os meninos fizeram. Pensei que fosse o mesmo vídeo que já publiquei também no facebook. Mas não era. O que foi publicado no facebook tem em conta que nem todos os pais autorizam a divulgação da imagem dos seus filhos (como nós) e, como tal, há meninos que aparecem, mas de costas, ou sem que se veja o seu rosto. Mas, este vídeo que acabei de ver, mostra momentos de ternura, partilha, atenção, carinho, brincadeiras, diversão. Tal como o outro. Mas neste vídeo pude ver a cara do meu filho. Pude ver o sorriso escondido atrás da chupeta. Pude ver o olhar travesso de quem está a gostar das brincadeiras. E consegui ver o olhar dele para aquelas pessoas que o acompanham na vida tanto tempo como os pais, que são as educadoras, mas sem que eu estivesse por perto.
E mais uma vez deixei cair uma lágrima de emoção, carinho e felicidade, por saber que ele é bem tratado e que este tempo e estas pessoas tanto contribuem para que ele seja feliz. Não é isso que queremos?
Não me canso! Obrigada Génios em Marcha! Ainda hoje, na "juventude" dos meus 37 anos, me lembro das minhas educadoras e do tempo fantástico que passava na praia com elas. Lembro-me da Céu, da Carmo, da Benedita. Do autocarro até à praia, do lanche em cima da toalha, de trocar a roupa, de fazer castelos na areia, das mãos dadas para que ninguém se perdesse. Tentamos sempre dar o melhor aos nossos filhos. E o melhor tem sempre por base as nossas referências. As minhas são estas! Estou muito grata por ter encontrado no Génios quem queira que o meu filho (e as outras crianças) tenha as mesmas memórias que eu, as mesmas referências. O meu coração já tem um lugar especial para as memórias que o Génios está a proporcionar à nossa família! Obrigada!
"Um dia vamos esquecer o nome dos brinquedos que tivemos, mas não esqueceremos as brincadeiras e as pessoas com quem brincamos... Por isso, as memórias da infância guardam-se noutra caixinha especial que não precisa de chave!!!"

terça-feira, 28 de julho de 2015

NÃO Pechincha #1

Vocês sabem que eu gosto muito de pechinchas, mas às vezes o barato sai caro... Comigo também só acontecem coisas destas uma vez. Porque a partir de agora não comprarei rigorosamente mais nada daquela marca.
 
Há uns tempos, quando fui almoçar com uma amiga ao Shopping, ela quis ir à Kiko comprar umas coisas que lhe faziam falta. Como tinha sido o meu aniversário, ela insistiu que queria dar-me alguma coisa. Acabou por me oferecer um pó e um concealer, vulgo corrector de olheiras, que era a única coisa que verdadeiramente precisava porque o meu já estava a acabar.
Trouxe o "soft focus", não só porque não tenho olheiras muito carregadas, como também porque estamos no verão e uso menos maquilhagem (este é leve e com pouca cobertura. Não preciso de mais). Quando estava na loja, falei com a vendedora e expliquei-lhe que tinha deixado de comprar este porque a caneta deixa de funcionar com facilidade e já tinha deitado um ao lixo praticamente cheio porque a caneta se estraga com facilidade. Ela disse-me que a loja trocaria a caneta, caso isso voltasse a acontecer. Inclusivamente garantiu que tinha havido um lote com muitos problemas e, como tal, a marca responsabilizar-se-ía pelo defeito da dita caneta. "Ok!", pensei eu. E descansada que fiquei, trouxe o tal corrector (já que a alternativa não havia na melhor côr para mim...).
 
 
E é aqui que tudo se complica. Duas ou três semanas depois, quando finalmente precisei do concealer e fui usá-lo, a caneta não funcionava. Não conseguia que saísse produto nenhum. Lá voltei a pôr a caneta na caixinha e levei à loja. O que aconteceu? Não me trocaram. Não tinha o talão de compra. A empregada disse-me que trocaria, mas quando chamou a encarregada esta disse-me que seria impossível fazer a troca. Alertei-a para o facto da caneta estar "limpa". Nota-se que nunca foi usada. Mas: "Não sei se é defeito ou não, porque não sei que utilização a senhora deu à embalagem. Pode estar estragado por sua causa e não ser defeito."
 
Claro, baby! Tens razão. Talvez tenha estado a carregar na caneta como anti-stress durante duas semanas. Só para não te partir a tromba nem ser mal educada contigo. Ou então atirei o corrector de olheiras do décimo andar onde eu não vivo. Ou então o Pedro levou-o para a escola e estiveram a jogar à malha com aquilo. Enfim, há de facto muitas utilizações que podemos dar a uma simples caneta de concealer da Kiko. Eu é que não sabia e mantive-a dentro da caixa, no armário da maquilhagem que tenho na casa de banho (fora do alcance de crianças, já agora)...
 
Resumindo e concluindo, obviamente pedi o Livro de Reclamações. A gerente eficiente não sabia o CAE nem onde encontrá-lo. Propositadamente pedi-lhe para ela o arranjar. Demorou algum tempo. Eu sabia que estava no início do Livro e mostrei-lhe depois. Temos que ser solidários e dar alguma formação a estas pessoas arrogantesinhas. Saí da loja e jurei que nunca mais conpraria nada da marca. E não compro. Vou procurar outras pechinchas. Mas na Kiko, nunca mais. Fica o aviso! Caso queiram lá comprar alguma coisa, experimentem antes de sair da loja, sob pena de não ser possivel trocar depois. A menos que se caia nas graças das gerentes, já que a mesma aceita trocar um batom já usado. Pena que eu não soubesse disto antes! Seria lindo!!!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Luxos #2

ESSIE. Este é o nome para ter em atenção.
 
Em 2009, quando conheci a minha amiga Anabela e ganhei coragem para lhe perguntar onde arranjava as unhas, ela disse-me que ía à Né.
A Anabela anda sempre com as unhas maravilhosas. O verniz era sempre brilhante e durava tempos infinitos. Então resolvi ir à Né. E, minhas amigas, deixem-me que vos diga que à Né é MARAVILHOSA. Foi na Né que conheci a Essie. Além desta marca ela tinha também O.P.I. e LCN. Mas eu confesso que sempre nutri um carinho muito especial pela Essie, assim daqueles mesmo fofinhos que nos fazem comprar tudo! E era dificílimo de encontrar, o que lhe conferia um certo mistério. Quando me perguntavam que verniz tinha e dizia Essie achava o máximo qur ninguém conhecesse. Além disso era uma missão quase impossível encontrá-los à venda. E, se por um lado gostava disso, porque não havia muitos iguais, por outro lado tornava-se um artigo de verdadeiro luxo, com preço equivalente à O.P.I. que sempre foi cara. Essa é a razão pela qual eu tenho vernizes Essie comprados em NYC, em Las Vegas, em Paris. Aliás, nos EUA estes vernizes têm um preço tão simpático que dá vontade de comprar a colecção toda. E para isso conto também com as minhas amigas viajadas, que têm sempre espaço para mais um verniz na mala... Hoje já se encontram em quase todo o lado, porque a marca foi comprada pela L'Oreal. Além de cabeleireiros e gabinetes de estética, há na Pluricosmetica, no El Corte Ingles (no espaço L'Oreal, precisamente), e até no Continente (mas não em todos...). Custam +/- 10€, o que é óptimo comparado com o que cheguei a pagar! Eu diria até que a Essie está na moda. Desde que a Kate Middleton revelou que usou esta marca quando se casou com o William, virou moda. Por lá e por todo o lado!!
Confesso que não sou nada arrojada nas cores que uso. Não gosto daquelas cores da moda nas minhas unhas (turquesa, menta, amarelo, verde alface....). Mas há pessoas a quem verdadeiramente ficam bem! Eu mantenho-me nos clássicos. Vermelhos, rosas, corais, cores pastel... E, como podem ver na fotografia, qualquer dia já tenho todos os que estejam disponíveis! Apesar de não se distinguir bem, preparei a lista de todos os vernizes. Espero que seja útil. Cá vão, sempre da esquerda para a direita:
 
 
1ª Fila
A. Cute as a button - 73
B. Angora Cardi - 700
C. In stiches - 608
D. Size Matters - 771
E. Bahama Mama - 400
F. Raspberry - 89
 
2ª Fila
G. Chubby Cheeks - 70
H. Too too hot - 759
I. Fifth Avenue - 64
J. Russian Roulette - 520
K. A list - 472
L. Macks 352
 
3ª Fila
M. Allure - 5
N. Mademoiselle - 13
O. Starter Wife - 596
P. Sand Tropez - 79

Com a Né aprendi alguns truques (outros já sabia). Aqui vão:

1. Limar as unhas sempre para o mesmo lado. Evita que "descaquem" e partam. A manicure dura mais tempo.
2. Limpar as unhas com acetona ou álcool antes de passar qualquer produto. Tira a gordura acumulada e faz durar mais o verniz.
3. Passar uma boa base (as da Essie são optimas). Evita manchas, "alisa" a unha a prepara-a para o verniz.
4. Duas camadas do verniz maravilha. Finas. Deixem secar entre cada uma. Quem avisa, teu amigo é!
5. Limpar os cantos depois de secar.
6. Passar uma camada generosa de Top Coat. Aqui, para mim, o vencedor é o O.P.I., secante. Dá brilho, protege, seca. Perfeito! No entanto, existe um com as mesmas características da Essie (Good to Go!). Também já vos falei de um da Catrice AQUI que é bom. E bem mais barato... Nesta fotografia a base e o verniz são da Essie e o Top Coat é da Catrice. Como podem observar, é óptimo. 
 
 
7. Depois de tudo seco, passar o Quick Dry Oil da LCN, que é um óleo secante, que evita que as unhas peguem ao que formos mexer depois e se estraguem...

Et voilà, unhas perfeitas por mais de uma semana!!! Mas, lá está, é quase preciso um curso e alguns luxos...

sábado, 25 de julho de 2015

Há humanos que são uns animais...

Sempre tivemos cães em casa. Desde que me lembro. E sempre tive medo deles. Eram grandes. E apanhei um susto quando era miúda... Ainda assim, habituei-me a que todos os dias havia alguma preocupação com os cães. Eles nunca dormiram dentro de casa. Felizmente sempre morei em casas com quintal e eles andavam soltos no quintal. Tinham abrigo, sombra, água, espaço. Hoje olho para trás e sei que eles foram bem tratados, mas não foram parte da família.
Quando começámos a pensar em ter um cão e tomámos a decisão de adoptar um, eu imaginei desde logo um cão para fazer parte da família. Um cão para conviver connosco. Um amigo para o Pedro e para nós. Sonhámos que crescessem juntos. E é isso que está a acontecer desde que adoptámos o Loubie.
Adoptar o Loubie trouxe-me outro tipo de consciência ao tratamento que é dado no nosso país aos animais de estimação. E com isto não estou a dizer que devemos dormir com os cães ou os gatos na nossa cama. E admito até que não tenham que ter os animais dentro de casa. Desde que eles tenham as condições que precisam para viver no exterior. Não critico, apesar de fazer diferente!
O Loubie está em casa e no jardim. Entra e sai mais ou menos ao ritmo dele e ao nosso também. As regras estão definidas e ele não desobedece. Não vai para o piso dos quartos. Anda livremente no r/c. Mas quando não estamos na cozinha ele também não está autorizado a entrar (imaginem o que seria feito dos bifes ou das cenouras que estivesse em cima do balcão...). Comigo abusa sempre. Eu deixo. Com o Luís não! Já com o Pedro, deixa-o fazer tudo. É uma alegria vê-los juntos.
Comecei a seguir páginas de protecção dos animais e dou por mim diariamente a seguir os apelos de adopção e a querer adoptar todos os animais. Não podemos. E não se trata apenas de dinheiro. Trata-se sobretudo de falta de tempo. Passeamos o Loubie três vezes por dia. E isso já nos tira tempo ao Pedro (um dia ele também irá, mas até lá não pode participar), ao exercício, à leitura, ao meu casulo.
 
Infelizmente não preciso de ver páginas de associações para assistir a algumas atrocidades.
Um dos meus vizinhos tinha sempre o cão preso, numa jaula. Depois de ver o Loubie começou a soltá-lo. Não é todos os dias, mas já é a maior parte do tempo. Melhor assim!
 
Mas um dia, em que eu me indignei com as condições em que esse cão se encontrava, o meu marido disse-me "se achas esse mau, tens que ver aquele!". Não vi nesse dia. Acho que nem ouvi. Mas chegou o dia em que fui espreitar e... Escândalo! Numa jaula pequena, dia e noite, ao frio e ao calor. A cadela não se mexe, mesmo quando me "penduro" no muro e a chamo, ou mesmo quando lhe atiramos água com a mangueira nos dias de calor tórrido. A cadela não se mexe, não ladra. Andei a convencer o Luís a ir falar com os vizinhos, mas ele tem razão quando diz que eles jamais admitirão aos vizinhos que a cadela está em más condições. São pessoas instruídas, sim! Mas a instrução (e o dinheiro, já agora) não lhes trouxe humanidade, nem tão pouco capacidade para tratar um cão ou um gato como um ser vivo! A cadela é um objecto que eles se limitam a alimentar. Também limpam a jaula, é verdade, mas isso não é suficiente.

 
Hoje decidi que vou denunciar. Na impossibilidade de conversar, vou fazer o que está ao meu alcance. Já liguei para a linha SOS Ambiente. Funciona 24h/dia, sempre! É o 808 200 520. Em alternativa também podemos enviar um mail para cepna@gnr.pt. O denunciante decide se quer fazer uma denúncia anónima ou identificada. Só precisamos da morada completa para posterior investigação. É o que está ao meu alcance. E hoje mesmo ficará tratado.
 
Por favor, não esperem tanto tempo. Se virem, souberem de alguma situação destas, denunciem! Os animais não se queixam, não podem ir à polícia... Ninguém é obrigado a tê-los. Mas já que os têm, há que tratá-los com dignidade e humanidade!!!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Foi bonito, foi!!

Sou tão generosa que vou partilhar convosco o que estou a assistir. Hilariante!!

Saí do centro de saúde e apeteceu-me um café é uma água fresca. Parei perto, numa confeitaria da moda por aqui. Entrou uma família inteira. Quando olhei para eles percebi de onde vinham: um funeral. Estão todos vestidos de preto. Semblantes carregados. Vieram lanchar. E eis que começa.

- Estou tão cansada que nem sei se me hei-de sentar ou se fique de pé.

- Eu também! Se me deito, só me levanto amanhã!

- Pois eu quero um bolo com morangos e chantilly. E tu? Eu cá quero um croissant! E um café. Dois cafés. Um sumol de laranja. Um de ananás. (E por aí fora! Vou poupar-vos esta parte)

- Olha lá! Não achaste bonito? O padre era mesmo simpático. E as flores! E as músicas! Ai que riqueza! Foi mesmo uma cerimónia bonita

(Nota: desculpem, mas não consigo mesmo ver a beleza de um funeral)

- Eu nem tinha fome, mas acho que também vou comer um pastel.

- E "vistes" o x? Tão amigos que eles eram e ele nem me deu os sentimentos. Gente fraca aquela. Sem educação. Colegas?? Aquilo não é nada. Devia ter-lhe dito alguma coisa. Fraco!

- Come e cala-te! Fizeste bem. Come o bolo!

- Eu vou comer o pastel, mas logo só como sopa e fruta!

- Eu vou pagar isto tudo! Hoje é por minha conta!

- O que queria agora era uma piscina. E se comprássemos uma piscina para o quintal?

- Vamos embora! Já está pago.

A criança grita e...
- Fala baixo, que ainda levas na boca!

E assim se faz o rescaldo de um funeral!

Queixinhas... De barriga cheia!!

Passei por aqui para me lamentar. As férias já foram... Aquelas em que se fazem malas, se prepara a roupa de verão, os cremes da praia e se fazem projectos para os dias que vamos passar longe de casa. Pois essas já foram. E, agora que olho para a frente, para a minha agenda, vejo dias, semanas e meses longos, muito longos...

Para o ano vou tirar um mês seguido de férias. Eu até desliguei. Não pensei em trabalho, esqueci todas as passwords possíveis e imaginárias (antes de entrar de férias escrevi-as para que o desastre não fosse total), não respondi a mails. E, ainda assim, regressei com a estranha sensação de que não foi suficiente.

Estou cansada e está a custar-me muito voltar ao ritmo. Não faço exercicio há seculos e isso já se nota... Preciso muito de descansar. A maternidade traz-nos capacidades infinitas (ou mostra-nos que sempre as tivemos), mas faz acumular o nosso cansaço ao ponto de por vezes acharmos que vamos desmaiar exaustas.

Aqui fica o meu lamento. Quero ir de férias outras vez. Sim???