segunda-feira, 11 de maio de 2015

Charlene do Mónaco, extreme makeover





Não sei se é só impressão minha, mas não acham que a Charlene anda mais animada desde que foi mãe? Será que isto da maternidade mudou a princesa?



Ela chorou baba e ranho no casamento. As más línguas dizem que ela tentou inclusivamente fugir na véspera do casamento, tal é a quantidade de filhos ilegítimos que o Príncipe tem. Até ao momento em que foi anunciada a gravidez, confesso, sempre achei que ela era infeliz. Muito infeliz. Tinha sempre um olhar triste e sem luz. Um ar pesado, de quem carrega uma história que não é a sua. Durante a gravidez não apareceu muito.

Mas eis que agora aparece e sorri, como se tivesse finalmente encontrado o seu lugar. Como se soubesse que agora esta história é sua. Ser mãe do herdeiro do trono não é para qualquer uma, ok! Mas parece que estas crianças colocaram, finalmente, um caminho nesta mulher. Um caminho que ela não conhecia. Hoje foi o baptizado das crianças e que diferença! Existe mesmo um antes e um depois e eu gosto. Até porque há mais uma princesa no mundo encantado. Foco na Gabrielle, Pedro! Foco!! Ahahahahahahah


domingo, 10 de maio de 2015

3 anos depois

11 Maio 2015
 
A semana passada vi o episódio 21 da temporada 11 da Grey's Anatomy. Aquele polémico, no qual o Derek morre.
Enquanto o Derek salva aquelas pessoas todas no início do episódio senti-me um bocadinho mal. Não sei se já vos disse, mas não suporto ver sangue, cirurgias, curativos, feridas... Vejo a série perfeita. Certo? E a minha profissão? Imaginam o que passo nos hospitais e centros de saúde? Às vezes quase desmaio. Foi mesmo o que aconteceu hoje. Quase desmaiei. Parei o episódio. Recuperei-me. Decidi ver o resto. É quando o Derek tem o acidente. Não o conseguem salvar. Chamam a Grey. E começo a chorar. Há algumas cenas do percurso deles. Juntos. Casal, que se ama. "Quando te conheci estava a afogar-me. Tu salvaste-me!"

Não! Não quero imaginar como me sentiria com uma perda assim. Os amores não deviam partir. Também eu sinto que te amo para sempre. Apaixonei-me por ti e tu salvaste-me. Às vezes sinto que algumas correntes nos querem separar. Mas nós voltamos sempre a nadar juntos, a respirar juntos, porque só assim faz sentido. Há amores que têm que acontecer. Há amores que se superam. Há amores que são para sempre. Quero viver para sempre contigo e com o Pedro, que é parecido contigo e anda como eu. Que acorda bem disposto como tu e é teimoso como eu.

3 anos passaram. Pouco. Muito pouco. Muito. Tanto! O dia em que me casei contigo foi mágico. O amor é mágico e escolhemos essa canção para entrar já casados na festa. O resto da vida é nosso. Juntos. Bem juntos. De mãos dadas, todos os dias, quando adormecemos. Hoje amo-te mais que ontem. Menos, muito menos que amanhã!
 
Ainda hoje, enquanto preparavamos o almoço dizíamos o quanto tínhamos mudado desde que nos conhecemos. E não foram mudanças para tentar agradar. Foram mudanças de descobertas. Foram mudanças de adaptação a uma vida muito melhor do que antes. Nada do que possa escrever fará justiça ao que sentimos e, por isso, vou terminar por aqui. É quase meia noite. É quase dia 11 de Maio e nesse momento quero estar de mãos dadas contigo... Até já!

3 X 10 kms

9 de Maio de 2015. 1ª Corrida Marginal Douro. Dorsal 999.
 
Adorei o número do dorsal quando, na sexta-feira, antes de ir levantá-lo, fiz a pesquisa no site da runPorto e descobri. Pensei eu "isto é um bom número. Tenho que fazer menos de 1h"! Pensei e fui ontem com muita vontade de fazê-lo, mas consciente que teria que fazer muito bem as subidas...
Vou avançar já para o fim e avisar todos que não consegui. Fiz 1:02:39. Estou triste? Sim! Mas entendo que correu bem, que já melhorei bastante atendendo aos treinos que faço e que afinal não foi na terceira, mas será na quarta!!!
 
Vamos ao que interessa. Fui correr com o meu primo. O objectivo era comum e ele conseguiu!!!!! Boa primo!! Na segunda subida percebi que ele ía atrasar-se por minha causa e jamais o seguraria para ter companhia. Disse-lhe para seguir, recuperar com calma e desejei-lhe sorte. Cruzamo-nos quando eu já estava perto do Cais do Cavaco, ao km 7,5 (mais coisa, menos coisa). Ele fez-me sinal de que estava bem. Eu retribuí.
 
Nessa altura eu já tinha passado uma vez pelo Luís Pedro, pelo Pedro e pelo Diogo, que me aplaudiram e gritaram por mim. Ahhhhhhhhhhh Que emoção é para quem vai a correr, sozinho com os seus pensamentos e a sua música (eu só corro com música) ver alguém conhecido, neste caso que ama, ouvir o nosso nome... Dá-nos mais força, dá-nos vontade de seguir. As dores passam, a respiração melhora, as pernas ficam mais leves. Eu sempre gostei de ir apoiar os meus amigos. Grito por eles, bato palmas por eles e por todos. Grito "Força", "Está quase", "Campeão"! Enfim, grito o que me lembro no momento. E isto sem nunca ter feito uma corrida na vida. Agora que já fiz posso garantir a todos os amigos e corredores que não conheço que não voltarei a ficar em casa quando houver uma corrida por perto e eu tenha condições para ir. Hoje sei como é importante o apoio. Isso leva-nos ao colo. Podem ser apenas uns metros, mas serão certamente uns segundos mais felizes, menos dolorosos e com mais motivação. Ora bem, voltando à corrida, passei por eles ao km 6 e pensei "Já falta menos de metade! Vai! estás no limite! Talvez ainda consigas!" Ao km 9 ouvi uma corredora dizer ao companheiro "Se nos mantivermos assim fazemos 1:03:00." Olhei para o relógio. Mantive o ritmo porque sabia que ainda me faltava uma ligeira subida. Olhei para o passeio mas eles já não estavam no mesmo lugar. Mais um esforço. Só mais um bocadinho... Quando saí da estrada resolvi acelerar. Eram uns metros, mas conseguia. As pernas ainda deixavam. E olhei para o lado. Ouvi o meu nome. Lá estavam eles, já com o meu tio, o meu outro primo e o filho dele. Nunca corri tão rápido. Um esforço final para chegar no tempo 1:02:39 (no meu relógio foi 1:02:02).
 
Acabei a corrida com um sentimento contraditório. Acabar uma corrida é sempre motivo de felicidade. Eu baixei 9 minutos o meu tempo em relação à Corrida do Dia do Pai e 10 minutos em relação à primeira corrida da minha vida, a S. Silvestre, em Dezembro de 2014. Ainda assim, em Dezembro achava que por esta altura já conseguiria fazer os 10 kms em menos de 55 minutos. Não consigo. Há que admitir as falhas e os fracassos. Não treino o suficiente, ainda não consegui enraizar o espírito para isso. Mas vou conseguir. Alguém duvida??
 
Depois de passar a meta, recolher a água e a maçã, encontrei o meu primo. Foi quando me disse que tinha conseguido. 0:57:00... Well done! E eis que de repente, quando já tinha saído do espaço da meta e já estava do outro lado das grades, ouço o meu nome "Ana! Oh Ana! Ana!" Olhei e era a Aurora Cunha, de mãos dadas com o Diogo... What?? Eu respondi, a medo "Sou eu! Aqui!" Ela a rir-se, bem disposta, muito bem disposta "Tenho aqui este menino. É seu??" "É! Mais ou menos..." Não estava a perceber nada. Ela devolveu-me o "meu" Diogo através das grades e deu-me os Parabéns por ter ido correr. Depois o Luís, que vinha do meu lado das grades a par com eles, contou-me que ela tentou também pegar no Pedro para mo levar até à meta, mas ele não quis. Começou a chorar. Então perguntou ao Diogo e ele lá foi, mais que depressa, entusiasmado com o espírito. De pequenino se torce o pepino!!!
Pois bem, tenho mais um dorsal e mais uma medalha para a caixa das corridas. Ainda se vê o fundo da caixa. Um dia ela estará mais composta. Nunca imaginei correr. Corro porque o meu marido sempre me disse que eu conseguiria e me incentivou a experimentar. Questiono-me como estaria a caixa de dorsais e medalhas se tivesse conhecido o Luís aos 20 anos...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Love is in the air

Não tem sido fácil encontrar tempo para escrever, mas há assuntos que passam à frente de todas as prioridades. 
Quando comprei a "Caras" desta semana na Terça-feira, cheguei a casa e mostrei a capa ao Pedro. Disse-lhe "Pedro, foco na princesa. Foco na princesa!!!!!"
Ele riu-se. Não sei se por ter gostado da princesa ou por achar que a mãe é louca. Considero a possibilidade de serem verdadeiras as duas hipóteses. O que é certo é que há nova princesa no mercado. Ouvi dizer que o pretendente deve ser alto e espadaúdo, sorriso fácil e olhos de cor incerta. Soaram as campainhas na minha cabeça. Pedro! Pedro! Pedro! Agora resta-me esperar que cresçam, mando uma sms à Kate e organizamos os pormenores. Depois publico algumas fotos no facebook. Já sabem que não perdoo os outfits estranhos... Vou comprando as revistas para ele se habituar a ela!

Além da notícia da princesinha, eis que surgem notícias de que a Irina está com o Bradleyzinho. Ora minhas amigas, isto é digno de rufo de tambores e 21 salvas de canhão no Castelo de S. Jorge. Ou na Serra do Pilar, que vai dar ao mesmo e já lá estão os canhões do quartel ao lado. Então a Irina saca o Bradley? Isto é uma mega notícia. Confesso que não simpatizo com a Irina. Há muito (não é só uma raiva incontrolável por ela andar às cambalhotas com o Bradley)! Explico: quando o CR7 inaugurou o seu museu na Madeira, um jornalista fez uma pergunta à menina e ela respondeu torto, com cara de quem estava a fazer um frete. Não gostei. A menina estava lá. Pode não gostar da Dolores, da Ronalda, de levar com o filho dele e da... (Segredo mais guardado do planeta. Acho que há mesmo mais pessoas a conhecerem os códigos nucleares dos EUA do que a saberem quem é a mãe do filho do Cris), mas ainda assim considero que deve fazer um mínimo. Até porque ele tem uma vantagem. Tem o filho, mas não tem ex-mulher a chatear com o filho. Amigas, garanto-vos que isto é o paraíso... Não faltam neuróticas por aí! Voltando ao assunto, não foi ela que trouxe fama ao CR. Isso ele já tinha. Bem como os abdominais. Quem não tinha campanhas publicitárias milionarias antes de conhecê-lo ou participações em filmes era mesmo ela. Por isso, vai à inauguração e devia sorrir e ser simpática. Mínimo. Vá! Tipo bonequinha! Mas não! Foi antipática e não gostei. Mas, ok, admito, é girassa e tem um corpo impróprio para cardíacos. Agora o Bradley foi um upgrade enorme na vida dela. Pelo menos para quem olha, assim de repente. O CR7 está fit. Muito fit. É um verdadeiro atleta, mas o Bradleyzinho põe qualquer uma com vontade de ficar atleta e preparada para cambalhotas. E mais não digo. Se calhar até já disse um bocadinho demais e o meu marido não vai achar assim tanta graça. Mas ele também se baba pela Jolie e eu aguento (deixa-me ir ali fazer-lhe uns mimos por causa da ciumeira)!

terça-feira, 5 de maio de 2015

TAP

Greve! 
Direito. Luta. Trabalhador. 

Isto é tudo muito lindo mesmo. Mas, sinceramente, greves em cima de greves dão-me urticária. Uma greve de 10 dias deixa-me doente. Mas a verdade é que nos habituamos a ouvir "10 dias" tantas vezes que já só esperamos o momento em que esta merda acabe e o mundo da aviação comercial em Portugal volte à normalidade. Pelas minhas contas faltam 5 dias. E pelas minhas contas há um sem número de funcionários da TAP que estão a tentar que isto não seja uma fatalidade. Pelos vistos têm realizado 70% dos vôos previstos. Good job!!

Mas, eis que ao quinto dos 10 dias desta longa e perversa greve, anunciam que existe a possibilidade de voltarem à greve não tarda muito. 
Meus amigos, vamos já acabar com a TAP. Vamos todos cancelar todas as reservas de férias para evitar que sejamos apanhados pela greve. Vamos já avisar os estrangeiros para não voarem mais com a TAP. E vamos já fechá-la. Vendemo-la a custo zero. Que acham?

Muito respeito por todos os trabalhadores, mas o que é demais... 

domingo, 3 de maio de 2015

Cinderela

Pois é! Parir é uma ciência. Embora muitos digam que é apenas a natureza, eu digo que não. É muito mais que a natureza. Porque se fosse apenas a natureza seriamos todas iguais e sairíamos com uma maquilhagem e um cabelo maravilhosos do hospital depois de parir...
Vamos por partes. Não fosse a minha fragilidade psicológica pelo antes e pelo durante, posso garantir-vos que passado 12h também poderia ter vindo para casa com o pedro nos braços a caminhar tão bem ou até melhor que a Kate. A verdade é que apesar do que o meu parto foi, depois do instante em que o Pedro nasceu não senti qualquer dor. MESMO! Aliás, já escrevi sobre isso aqui... Agora, falta acrescentar um pormenor muitoooooooo importante. Eu pari um coelhinho pequenino. Não pari uma criança de 3,700 kg, como aparentemente a maravilhosa Kate pariu. E é aqui que me começo a contorcer. Isto é tudo muito lindo, mas há para aí mulheres que tenham tido filhos com este peso, de parto natural, capazes de sair assim do hospital 12h depois?? Eu lembrei-me de apanhar o cabelo quando vim para casa. Acho sempre que os cabelos vão incomodar os bebés. Mas pelos vistos o que está a dar são aqueles cabelos longos com as pontas em curvas... E o blush! Sempre importante!
Continuo a achá-la maravilhosa. Sei, por experiência, que um parto natural pode ser um milagre na recuperação, mas sei também que todas nós chegariam a casa com um ar fresco e leve se tivéssemos uma cabeleireira e uma make-up artist no hospital. Ah! E não podemos esquecer as amas, as empregadas, as enfermeiras, os médicos, e tudo e tudo e tudo que nos deixaria tão felizes na hora de voltar para casa! Já não vou a tempo nesta vida, mas garanto que na próxima encarnação saio do hospital como a Kate!!

Dia da Mãe. A festa!

Quinta-feira, dia 30 de Abril de 2015. Foi o 4º dia de uma longa reunião de ciclo. Longa pela duração, pelas novidades, pelo cansaço, pela ausência, pelas saudades, pela responsabilidade. Mas isso virá no próximo texto.
Consegui dormir na viagem de regresso. Cheguei dentro do horário estipulado. Felizmente, e ao contrário do que é habitual, a reunião terminou antes de almoço. Vim directa a casa, pousei as malas, peguei no carro e fui. Dei quatro voltas às redondezas e não conseguia lugar. Estava cada vez mais nervosa. Estacionei longe e caminhei o resto do caminho. Toquei à campaínha e mandaram-me entrar directamente para a sala. As mães da sala já estavam todas coroadas. Consegui ver umas coroas douradas. O Pedro olhou para mim. Sorriu. Correu para os meus braços e no momento em que lhe toquei, abracei, senti o cheiro, percebi que a nossa casa é onde as nossas pessoas estão. Ele nem sempre reage assim às minhas ausências. Tanto se agarra a mim como me vira as costas, como se me quisesse castigar. Acho na verdade que ele me agarrou assim porque talvez na sua mente eu não fosse. Tal como não fui buscá-lo, dar-lhe banho, o jantar, o pequeno-almoço, vesti-lo, mudá-lo nos dias todos que antecederam a festa.
Não foi o meu primeiro dia da mãe. Mas é como se tivesse sido. Este ano o Pedro interage mais, abraça e faz festas. E sinto-me comovida a cada dia que passa com as suas descobertas. Não! Não o deixo fazer tudo. Às vezes é preciso ser bem dura com ele. É teimoso q.b. e parece-me que vai dar trabalho. Mas o desafio é mesmo esse. Equilibrar a rigidez com o mimo. Manter a educação sem abusos.
Voltando à festa, depois de desenharmos as t-shirts, fomos lanchar. E aí, fiquei em choque. Não sei se estou preparada para as festas de aniversário do Pedro quando ele for maior. Que excitação! As crianças estavam mesmo eufóricas. Gritavam, atiravam-se para o chão. E eu só imaginava a minha sala virada do avesso quando o Pedro fizer anos. Acham que estou a precipitar-me?? Eheheheheheh
Mais uma vez, tenho que deixar um agradecimento público ao Génios em Marcha. Adorei!
São 3h52. Vou deitar-me com duas certezas. A primeira é a de que não dormirei muito, já que o Pedro é um relógio suíço. A segunda é a de que amanhã teremos fotografias lindas que ficarão para todo o sempre com as nossas t-shirts vestidas!! O pouco é muito. O menos é mais...