sexta-feira, 2 de abril de 2010

Doce de abóbora com nozes e canela

Dou por mim a questionar determinadas opções da minha vida. Não porque me arrependa de alguma coisa que tenha acontecido, não porque me arrependa de algo que não tenha decidido fazer. Apenas porque é estranha a forma como sentimos e pensamos. O eu, os outros, as coisas, o ambiente!!

É estranho sentir saudades de algo que nunca tivemos. É estranho sentir saudades do que já nos fez sofrer um dia. É estranho gostar de quem não gosta de nós. É estranho não gostar de quem gosta de nós. É estranho querermos estar com pessoas que nem sempre nos merecem. É estranho não querermos estar com aqueles que nos desejam. Enfim, é estranho!! E por muito que tentemos racionalizar as nossas emoções, acabamos sempre por cair nos mesmos erros. Talvez porque não se pensem os sentimentos? Talvez porque seja impossível fazê-lo?

Habitualmente digo que sou uma pessoa de afectos. De emoções. Mas sou muito racional também. Há quem diga até que sou "fria"... (Grrrrr... Que horror!!!) O que me parece difícil de concretizar, e talvez por isso vão acontecendo nas nossas vidas estas "estranhas formas" de ser, estar, sentir e pensar, é o equilíbrio entre estas vertentes da vida. Como podemos saber se devemos pensar mais e sentir menos ou vice-versa num determinado momento ou perante um acontecimento?? E como fazê-lo? Alguém já encontrou o botão on/off?

Eu não! Provavelmente não vou encontrá-lo nunca. Mas sei, que à medida que os anos se sucedem e a vida passa, vamos ajustando, tal e qual a receita de um doce, talvez de abóbora com nozes e canela, as doses certas de razão e emoção...

http://www.youtube.com/watch?v=oQx6fkr9U1Y&feature=related (porque adoro esta música, esta letra, o Barry White... E sei que há mais alguém por aí que gosta também...)

Beijoooooooooo e ron ron lunar da borboleta

quarta-feira, 31 de março de 2010

Palavras ao vento?

Há uns dias alguém escreveu no facebook sobre cartas de amor. Aquelas palavras escritas em papel para se guardarem para sempre, para rasgar ou queimar, dependendo das circunstâncias.
Como dependente incondicional das emoções que as palavras podem revelar, criar, provocar, confesso que adoro declarações escritas, implícitas ou explícitas. Mas, é verdade que os tempos evoluem, as mentes ficaram verdes e, como tal, o uso indiscriminado de papel é condenado. Como tal, não, não espero que os CTT passem a ter um fluxo anormal de correspondência, mas espero que todos se lembrem que têm outras formas de deixar registados sentimentos.
Enviem mails, enviem sms, enviem mms, enviem mensagens privadas nas redes sociais em que participam, criem um blog e façam dele um diário. Enfim... Escrevam! Registem os sentimentos.
Pelo menos um dia, poderão recordá-los, pensar sobre eles, aprender com os erros! E não serão palavras ao vento...
Beijos e ron rons lunares

terça-feira, 30 de março de 2010

15 de Março - o dia em que tudo começou

Eram sensivelmente 14h30m quando recebi a mensagem. Tudo aconteceria a partir deste momento. O acontecimento que marcaria as nossas vidas para sempre estava prestes a dar-se. Passado pouco tempo comecei a minha viagem de regresso. Queria estar por perto. Liguei o rádio. Não me lembro qual era a música. Mas lembro-me que comecei a chorar. 90 km com lágrimas nos olhos. Eram de felicidade, de medo, de ansiedade, de expectativa! De repente as comportas das emoções abriram e eu não tentei impedir!
Depois recebi o telefonema. O MATIAS tinha finalmente nascido... O meu coração disparou. Mas nada se compara ao que senti no momento em que vi a minha irmã e o Matias juntos pela primeira vez. É demasiado para descrever...
E agora, amigos, preparem-se para o anúncio oficial: ESTOU APAIXONADA PELO MATIAS!!!
Desculpem a minha ausência, mas o pouco tempo que tenho livre é para fazer o jantar para a mana e cunhado e, simplesmente, olhar para o Matias. Porque quero memorizar cada traço do seu rosto. Cada expressão. Cada sorriso e cada choro. Quero que aperte os meus dedos. Quero que olhe para mim como se entendesse tudo o que eu lhe digo. E cada segundo que passa é precisoso...
Estou feliz!
Beijos de Borboleta

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tempo

Ontem chamaram-me a atenção para o facto de me andar a "baldar" à escrita no meu casulo seguro. Com toda a razão...
Não, o Matias ainda não nasceu (o que me enerva profundamente e me deixa ansiosa). A realidade é que não tenho tido tempo. Não o tempo medido em minutos. Não tenho tido o tempo emocional necessário para escrever. Porquê??? Sei lá! A chuva, o cinzento do céu, o frio, o vento deixam-me em tal estado que fico sem vontade de fazer até o que mais gosto, como escrever, por exemplo.
Felizmente esta semana vi o sol. O céu ficou azul. Acordei com pássaros a cantar na minha varanda. Senti o calor típico da hora de almoço antes de voltar a arrefecer. E... Tem sido maravilhoso fazer-me à estrada com os óculos de sol na cara :)!! Mais?? Haveria muito mais para contar. Muito mais para dizer sobre o sorriso que voltou a mim, mas não tenho tempo. Desta vez não o tempo emocional (porque esse, aparentemente voltou iluminado e feliz), mas o tempo dos minutos... Tenho muita coisa para fazer!!!
Beijooooooooooooo de borboleta

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Porque os homens nao foram feitos para limpar frigoríficos, banheiras e quartos de banho

Meus queridos amigos, confesso que nunca tal tema me havia passado pela cabeça. A que propósito iria eu, num belo dia de sol e aborrecida com a vida, lembrar-me de escrever sobre o pequeno pormenor rotineiro "Porque os homens não foram feitos para limpar frigoríficos, banheiras e quartos de banho"????
Pois eu passo a explicar. Numa conversa "facebookiana" com um amigo de muitos anos (muitos mesmo), ele estava a contar-me que tinha passado o dia a limpar o anterior apartamento para poder entregá-lo nas melhores condições. Nada disto seria extraordinário, não fosse o facto de ele nem sequer ter forças para ir ao cinema, depois deste dia. E, na verdade, foi ele que me sugeriu este texto. E, como eu acho que os homens são bem capazes de limpar frigoríficos, banheiras e quartos de banho, tive que solicitar explicações extra para poder escrever sobre o tema... E cá vai, depois do rufar dos tambores... E porquê? E porquê? Porque os homens foram feitos para pendurar quadros, montar candeeiros, mobília do Ikea e beber cervejas. Ora nem mais... Elementar, não é?
Amigos do meu casulo, para mim isto é preocupante. Sabem porquê?? Se cá em casa, sou eu que limpo o frigorífico, as banheiras (e são demais) e os quartos de banho (e até aqui tudo bem, segundo o meu amigo), se fui eu que montei os candeeiros e a mobília do Ikea (e diga-se de passagem está tudo muito bem montado), restam os quadros e a cerveja para os homens!!!
Parece-me que está explicado o facto de não haver homem cá em casa...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Memórias felizes

Hoje escrevo sobre sentimentos. É difícil, mas devo-o a mim própria.

As minhas memórias de infância e adolescência foram "filtradas" há muito por um acontecimento triste que me marcou: a doença do meu pai. Posso dizer-vos que uma parte considerável da minha vida (atendendo a que tenho 31 anos e o meu esteve doente 6 anos e meio) foi apagada do meu "baú" de recordações. Existem sombras de algumas coisas, mas nada nítido... Durante muito tempo lutei contra isto, sem que nunca nada me fizesse lembrar coisas simples e felizes...

Até hoje! Hoje uma simples música, que já ouvi tantas e tantas vezes, publicada no facebook pela minha irmã, para que eu ouvisse, provocou em mim um turbilhão de angústias, misturadas com gargalhadas, enternecidas com sombras que aos poucos foram ganhando formas. Hoje lembrei-me de coisas magníficas da minha infância. Quase senti na pele o que esteve tanto tempo escondido num labirinto. E hoje tive mais razões para me sentir feliz, segura, autêntica.
Hoje ouvi a voz do meu pai a contar-me histórias todos os dias antes de adormecer. Hoje senti um beijo terno de boa noite, diário, na minha testa. Hoje senti o beijo esquimó do meu pai. Hoje vi o olhar dele, perto do meu, quando me fazia sentir as suas pestanas grandes. Hoje ouvi uma gargalhada dele. Hoje senti a mão dele a apertar a minha. Hoje senti a cabeça dele encostada na minha, numa tarde de Domingo, deitados no sofá, a ver corridas de F1. Hoje vi o meu pai a ensinar-me a conduzir uma mota. Hoje vi o meu pai orgulhoso na minha promessa nos escuteiros. Hoje senti um abraço do meu pai, apertado, bem apertado, com medo de me perder. Hoje vi uma lágrima escorrer-lhe no rosto, quado teve uma conversa mais séria comigo. Hoje ouvi o meu pai cantar esta música...

E, sim, faz-me muita falta. Mas foi pleno, foi verdadeiro, foi equilibrado, foi cheio. Não posso pensar no tempo sem ele. Devo lembrar-me do tempo que tive. Porque foi, definitivamente, um privilégio ser sua filha. E nada, mesmo nada, poderá fazer-me sentir menos forte!!!
Por tudo isto, meus amigos que têm filhos, sobrinhos, afilhados, crianças que amam, mostrem-lhes todos os dias o quanto significam na vossa vida através de pequenos gestos, porque um dia serão as memórias desses momentos o melhor alimento da alma...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sem paciência

Ao "passear" no facebook, deparei-me com um grupo de fãs com o nome "sem paciência para pessoas complicadas" e apeteceu-me escrever sobre isso.
Porquê??
Porque ando sem paciência para pessoas complicadas. Porque ando sem paciência para problemas. Porque ando sem paciência para indecisões. Porque ando sem paciência para chatices. Porque ando sem paciência para stress. Porque ando sem paciência para intrigas. Porque ando sem paciência ... Simplesmente... Porque ando sem paciência!
Orgulho-me de ser uma pessoa "de bem com a vida". Orgulho-me de ser amiga de quem merece a minha amizade (e às vezes de quem não merece também...). Orgulho-me de ser independente, autónoma, alegre e feliz. Porém, esforço-me diariamente para isso!! Dá trabalho ser e estar assim. Na verdade, o mais fácil é ficar a pensar nos problemas. O mais fácil é deixarmo-nos absorver pela depressão que as dificuldades provocam. É difícil ultrapassar obstáculos, quebrar barreiras, tomar decisões, acalmar, ouvir... Mas, garanto-vos, VALE A PENA!!! E, por isso, ando sem paciência para o que é mau... Sorry, but that's the way it is!
Ron rons lunares da borboleta